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MP denuncia quadrilha de tráfico aéreo de drogas

16 Set 2013 - 09h50Por Dourados Agora

O Ministério Público Estadual (MPE) ingressou na Justiça para denunciar suposta quadrilha de tráfico aéreo de drogas e aliciamento de mulheres para o transporte em Dourados. O grupo foi preso no dia 30 de julho, no Aeroporto Municipal, com 7,5 quilos de cocaína, além de 112 quilos de maconha que estavam estocados em uma residência no Jardim Flórida II.

Dos seis indiciados, quatro foram presos em flagrante por tráfico interestadual de drogas.

De acordo com denúncia apresentada pela 4ª Promotoria de Justiça, dos seis indiciados, três mulheres faziam o transporte das drogas e o aliciamento de outras “mulas”.

Duas delas inclusive seriam mãe e filha na função criminosa. Um dos acusados seria o proprietário do narcótico e responsável por angariar compradores para a droga, enquanto dois supostos taxistas seriam os responsáveis pelo transporte das mulheres e da droga do local onde estivessem até o Aeroporto de Dourados.

Conforme a denúncia, a quadrilha levaria drogas para os estados de Vitória e Rio de Janeiro. Os flagrantes ocorreram após a polícia receber informações de que um grupo de traficantes, com o auxílio de supostos taxistas e mulheres, estaria remetendo entorpecentes para outros estados. Os agentes se posicionaram em pontos estratégicos quando notaram a chegada de uma das acusadas em um veículo táxi.

Ao realizar o check-in, a denunciada foi abordada por agentes e, segundo a Ação, prontamente confessou estar transportando entorpecente; ao todo, 7,5 quilos de cocaína, constatados em revista pessoal. A mulher foi levada para a delegacia.

Na ocasião, a polícia ainda recebeu informação de que o veículo que transportou a acusada estaria em frente a uma residência no Jardim Flórida II. No local, a Polícia apreendeu 112 quilos de maconha que estavam estocados com o acusado de ser o proprietário da droga.

Os investigadores seguiram pistas e localizaram o veículo do transporte da droga em um ponto de táxi na avenida Presidente Vargas, que estava em posse de outro acusado. Todos foram encaminhados para a Delegacia.

Interrogados pela Polícia, o suposto dono da droga confessou a autoria do crime e delatou o envolvimento de dois supostos taxistas e dos demais comparsas no tráfico e aliciamento de mulheres. Os supostos taxistas negaram envolvimento na quadrilha, afirmando que apenas realizavam serviços para o acusado de ser o proprietário da droga.

Uma das acusadas disse que um dos taxistas agia em conluio com o chefe da quadrilha, bem como recebia em drogas pelos serviços prestados. A mesma acusada disse em depoimento que foi aliciada por duas mulheres, mãe e filha, que já teriam efetuado o transporte de psicotrópicos para outros Estados.

A mãe confessou que já viajou com o suposto chefe da quadrilha para Vitória no Espírito Santo para a entrega de drogas. A filha confessou que já fez inúmeras viagens para o Rio de Janeiro, partindo de Dourados.

De acordo com o promotor de Justiça, João Linhares, o MP pede na ação a condenação dos réus por tráfico de drogas e a perda dos bens e valores apreendidos com os denunciados, assim como a casa utilizada para estoque de drogas no Jardim Flórida II, caso não pertença a terceiros de Boa fé. Segundo o promotor, estes valores deverão ser destinados à União se os réus forem condenados. O Judiciário vai decidir se acata a denúncia contra a quadrilha.

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