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Fátima do Sul, 24 de Outubro de 2017
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31 de Dezembro de 2004 09h49

Mortos em tragédia na Ásia passam de 140 mil

Os mortos no terremoto ocorrido no domingo na Ásia já passam de 140 mil, segundo estimativas dos países atingidos. O número subiu com o anúncio do Sri Lanka de que mais de 28,5 mil pessoas foram confirmadas mortas e de mais de 100 mil mortos na Indonésia, país que sofreu o maior impacto.

O terremoto, que atingiu 9 pontos na escala Richter, teve seu epicentro a noroeste da ilha de Sumatra, na Indonésia, por volta das 8h locais. O tremor causou ondas gigantes no leste do oceano Índico que atingiram oito países asiáticos e chegaram até a África.

O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, disse que o desastre deixou 5 milhões de desabrigados e que "uma catástrofe global sem precedentes requer uma resposta global sem precedentes". Já foram prometidos até agora US$ 500 milhões em ajuda.

As nações envolvidas tentam acelerar a maior operação de ajuda da história para os milhões de sobreviventes do tsunami, desesperados por alimentos, abrigo e água limpa, e o número de mortos continua subindo. Especialistas dizem que doenças contagiosas podem matar mais pessoas nas áreas devastadas do Oceano Índico, principalmente crianças.

"O pior ainda está por vir, temo, por causa do colapso das instalações de saneamento", disse Robert Edelman, professor de medicina da Universidade de Maryland. A Indonésia disse que realizará um encontro internacional sobre tsunami em 6 de janeiro para detalhar a ajuda e a reconstrução necessária ao que parece ser o desastre natural mais letal desde o terremoto de Tangshan, na China, de 1976, que matou pelo menos 250 mil pessoas.

A tragédia deverá fazer a noite de ano-novo sombria ao redor do mundo. Cerca de 6 mil turistas estrangeiros, a maioria europeus, estão desaparecidos. O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, criticado pela resposta lenta, disse que uma delegação liderada pelo secretário de Estado Colin Powell visitará a região no domingo para avaliar as necessidades. O irmão de Bush, Jeb, também viajará. Ele é governador do Estado da Flórida, atingido por furacões.

Os EUA também estão enviando navios militares e US$ 35 milhões. A China prometeu US$ 63 milhões. Também estão chegando doações de pessoas do mundo inteiro.

O Clube de Paris, grupo de credores, vai examinar uma moratória da dívida dos países atingidos pela desastre, disse uma fonte próxima da organização. O Canadá anunciou sua própria moratória. Analistas estimam que os danos do desastres serão de cerca de US$ 14 bilhões.

 

Terra Redação

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