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9 de Dezembro de 2004 14h31

Mortes violentas atingem 14 mil jovens do Brasil

A cada ano, cerca de 14 mil adolescentes brasileiros de 12 a 19 anos são vítimas de mortes violentas (homicídios, acidentes de trânsito e suicídios). Desse total, quase 12 mil são meninos, sendo que os garotos negros são as maiores vítimas. Enquanto em 2002, 5.093 adolescentes negros nessa faixa etária morreram em decorrência da violência, o número de morte entre os brancos foi de 4.200. Esses dados fazem parte do relatório "Situação Mundial da Infância 2005 - Infância Ameaçada, divulgado hoje pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).

O relatório destaca o avanço acelerado de mortes violentas entre mulheres na faixa de 15 a 24 anos. Entre 1990 e 2002, a proporção de mortes por violência no total de óbitos passou de 28,3% para 34,1% entre as adolescentes. "A progressão do número de vítimas é muito maior no grupo de adolescentes mulheres", destaca a representante do Unicef no Brasil, Marie Pierre Poirier.

O documento mostra que o maior crescimento da proporção de mortes por violência contra as mulheres verifica-se na região Norte, com aumento de 44% entre 1990 e 2002.

O documento aponta ainda a redução da violência urbana no Brasil como um dos principais desafios a serem enfrentados. Para Marie Pierre, a mudança do quadro requer ações para acabar com a cultura da impunidade. "Cada caso de violação tem que ser acompanhado até o julgamento. Não é normal criar a impressão de que uma vida de um adolescente ou de uma menina não tenha valor algum e que ninguém acompanha o processo de saber porque isso acontece", enfatiza.

Para a representante do Unicef, também é preciso melhorar os sistemas de dados sobre a violência contra as crianças e os jovens, que permitam o acesso a informações "mais confiáveis" sobre os vários tipos de violações, entre as quais a violência sexual. Segundo ela, é importante também incluir nos currículos escolares temas como tolerância e valorização das diferenças.

Pobreza brasileira tem cara de criança do semi-árido
Para Marie Pierre, um dos dados mais preocupantes do relatório é a situação de vulnerabilidade infantil na região semi-árido brasileiro. De acordo com o estudo, 75% das crianças vivem em famílias pobres e, em alguns municípios da região, esse percentual chega a 90%.

Em 95% das cidades do semi-árido, a taxa de mortalidade infantil supera a média nacional, que é de 33 mortes para cada mil crianças nascidas vivas, antes de completarem um ano de idade. Além disso, 46% dos meninos e meninas que vivem na região são analfabetas e 42% não têm acesso à água potável.

O documento traz dados sobre a situação de meninos e meninas brasileiros relacionados à pobreza e suas diferentes dimensões, violência e epidemia de HIV/Aids. O relatório revela ainda que uma em cada duas crianças vive em situação de pobreza em todo o mundo.

No Brasil, 27,4 milhões de crianças e adolescentes fazem parte do universo de famílias que vivem com renda per capita de até meio salário mínimo, o que representa renda diária inferior a R$ 4,33 para cada pessoa.

O relatório será entregue ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva na próxima segunda-feira.

 

 

Agência Brasil

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