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19 de Março de 2007 14h04

Moka: fui adversário de Lula e não vou mudar isso

 

O deputado sul-mato-grossense Waldemir Moka, um dos nomes indicados pelo PMDB para o Ministério da Agricultura, disse hoje que o passado na oposição não o descredenciaria a ajudar a construir uma interlocução entre o governo e o setor produtivo. Apesar de ser considerado um dos nomes mais fortes para a pasta, Moka também enfrenta resistências por ter sido oposição no primeiro mandato de Lula e feito campanha nos dois turnos para Geraldo Alckmin (PSDB), que concorreu à Presidência da República.

Hoje o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente do PMDB Michel Temer se reúnem para definir o substituto de Odílio Balbinotti (PMDB-PR), que desistiu antes tomar posse. Além de Moka, estão cotados os deputados Reinhold Stephanes (PR), Eunício Oliveira (CE), Tadeu Fillipelli (SC), Valdir Colato e Fernando Diniz (MG).

Moka é considerado um dos nomes mais fortes porque, além de ser bastante popular entre os deputados da bancada do PMDB, angariou apoio de entidades ligadas ao setor ruralista, como a Confederação Nacional da Agricultura (CNA) e Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB).

"Com o surgimento da indicação criou-se a expectativa que eu poderia ser um canal de interlocução, que poderia ajudar o governo a construir uma política agrícola, ajudar um setor que precisa ser ajudado", afirmou.

"É verdade que fui um adversário do governo, que critiquei a política de juros altos e de câmbio desvalorizado, mas é difícil encontrar alguém do setor que não tenha feito essas críticas", disse o deputado.

Moka reconhece que ter integrado a ala oposicionista do PMDB é "o que está pesando neste momento" contra sua indicação. "Se esse for o critério (passado governista), o presidente pode escolher um outro companheiro da bancada, fui adversário e não vou negar isso, não vou mudar minha biografia", diz o deputado.

Outro complicador de sua indicação é a política regional. Moka, que é primo do ex-governador Zeca do PT, foi um dos principais adversários do governo do PT em MS (1999/2006).

Mandato
No terceiro mandato como deputado federal, Moka acabou se tornando um dos expoentes da bancada ruralista sem ser fazendeiro. O deputado é médico e foi professor de Medicina. Atualmente é o terceiro-secretário da Mesa Diretora. "Acabei chegando à Comissão de Agricultura porque a economia do meu Estado está baseada em grãos e carne", disse.

O deputado chegou a ser citado pelo empresário Luiz Antônio Vedoin, dono da empresa Planam e chefe da máfia das ambulâncias. Em depoimento à Justiça Federal de Mato Grosso, Vedoin afirmou que teria feito um acordo com Moka para pagar-lhe uma comissão para cada ambulância adquirida das empresas ligadas à máfia através de emendas do deputado.

Na ocasião, Vedoin disse que o acordo nunca foi cumprido. Em novo depoimento meses depois, o empresário negou a existência do acordo. Moka, que também negou a acusação inicial, não chegou a ser investigado pela CPI das Sanguessugas.

Patrimônio
Moka é dono de um patrimônio declarado de R$ 209 mil. O deputado é dono de uma casa e dois apartamentos em Campo Grande e dois carros. De acordo com as declarações de bens que apresentou à Justiça Eleitoral, seu patrimônio encolheu 47% entre 2002 e 2006. Segundo o deputado, o "empobrecimento" ao longo da última legislatura é resultado da divisão de bens com sua ex-mulher após o divórcio.

 

 

Terra Redação

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