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Brasil

Moka, de líder estudantil a senador da República

15 Out 2010 - 15h33Por Fátima News
As eleições de 3 de outubro coroaram a trajetória de Waldemir Moka, um líder estudantil que há 30 anos iniciou uma carreira política exitosa, chegando ao mais alto cargo do Parlamento brasileiro sem nunca ter pedido uma eleição nem trocado de partido - o MDB, depois PMDB.

Moka foi presidente do Diretório Acadêmico de Medicina da Universidade Federal, professor de cursinho por 15 anos, vereador em Campo Grande, três vezes deputado estadual, três vezes deputado federal e, agora, senador da República.

Eleito para o Senado com quase 545 mil votos, Moka retorna a Brasília no dia 1º de janeiro com uma experiência que poucos homens públicos têm, tendo passado por estas posições e vivenciado as mais diferentes situações políticas, tanto na Câmara, na Assembléia Legislativa e no Congresso nacional.

Quando foi votar no domingo, dia 3, no Colégio Dom Bosco, Moka lembrou os tempos de professor de cursinho e os muitos alunos, muitos deles ilustres, que sempre encontra na Capital e no interior. “Tenho saudades disso aqui”, relembrou o professor, fazendo as contas de que os 15 anos na frente de uma sala de aula representam quase quatro mandatos parlamentares.

O acesso à Câmara Municipal em 1982, nasceu naturalmente deste envolvimento com os jovens e da experiência no Diretório Acadêmico de Medicina da UFMS (1976), onde Moka se formou. Moka presidiu a Câmara Municipal e ajudou a sedimentar o movimento estudantil que pouco depois ia conquistar o passe do estudante e outros espaços na administração municipal.

Moka foi deputado estadual (constituinte) entre 1987 e 1990, reelegendo-se para o cargo por mais dois mandatos consecutivos, em 1991-1994 e 1995-1998. Na Assembléia Legislativa, Moka sempre atuou na linha de frente dos debates políticos, ora como líder do governo peemedebista, ora liderando a oposição quando o partido estava fora do poder.

Em 1998, Moka resolveu voar mais alto, elegendo-se deputado federal com 67.756 votos. Daí para a frente, o prestígio eleitoral de Moka só cresceu. Retornou à Câmara Federal quatro anos depois com 83.785 votos e foi confirmado em novo mandato, em 2006, com um total de 100.655 votos.

Em Brasília, Moka tornou-se um parlamentar respeitado, sobretudo pela sua capacidade de buscar as melhores soluções através da negociação e pelo seu espírito conciliador. O deputado participou da mesa diretora da Câmara, presidiu a Comissão de Agricultura e Política Rural, presidiu a Comissão da Crise da Parmalat, destacou-se na CPI do Narcotráfico e, finalmente, assumiu o comando da Comissão Mista de Orçamento do Congresso Nacional, considerada a mais importante do Parlamento brasileiro.

“Para assumir uma presidência deste nível, o parlamentar tem que ser sério, competente e ter liderança no Congresso Nacional. Por isso o Moka é um dos orgulhos do nosso estado e vai nos ajudar muito no Senado”, salienta o prefeito Nelsinho Trad.

O governador André Puccinelli arremata: “o Moka é meu companheiro há muitos anos, com ele no Congresso nós vamos poder viabilizar os projetos estratégicos que vão interiorizar o desenvolvimento de Mato Grosso do Sul”.

Para Moka, a eleição de senador é mais um avanço no compromisso de prestar serviços para a população de Mato Grosso do Sul. “Faço isso há 28 anos, com dedicação integral e tempo exclusivo. Sou grato pela vitória e reafirmo que vou fazer o que sempre fiz: trabalhar pra valer para desenvolver Mato Grosso do Sul e melhorar a qualidade de vida da nossa gente”.

Moka diz que o político eficiente é aquele que “gera soluções e traz resultados. As pessoas esperam isso: que nós tenhamos as respostas para seus problemas, para isso somos eleitos e para isso é que vou trabalhar”, conclui.

 

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