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Moka critica e diz que não pode segurar Ari Artuzi no PMDB

13 Mar 2007 - 09h03

O presidente regional do PMDB e deputado federal Waldemir Moka, criticou hoje de manhã o interesse do deputado estadual Ari Artuzi de trocar o partido pelo PSDB. "Se for da vontade do deputado (Ari) sair do partido não farei absolutamente nada para que ele permaneça", garantiu o dirigente, que afirmou apostar na Reforma Política para acabar com o vai-e-vem nos partidos. "

O que assistimos hoje é reflexo da falta de fidelidade partidária, que coloca os interesses pessoais acima dos interesses coletivos dos partidos", avaliou Moka.  Se ele está descontente não posso obrigá-lo a ficar", acrescentou o dirigente peemedebista, ressaltando que o assunto é de foro do Diretório Municipal do partido em Dourados.

Ari teria aproveitado a presença de dirigentes do PSDB, no sábado, em Dourados, durante seminário para sondar sua entrada na sigla.

O "assédio" foi confirmado pela senadora Marisa Serrano e teria acontecido durante jantar em um restaurante da cidade, com testemunho de diversos dirigentes, como o deputado federal Waldir Neves e o deputado estadual professor Rinaldo.

Fontes dão conta que Ari, confortável na posição de preferido dos eleitores, teria procurado também o PFL, através do deputado Zé Teixeira.

O que é – Os principais pontos da reforma política invocada por Moka e que devem ser usados como ponto de partida na discussão e votação da matéria - o que, segundo o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT/SP), deve acontecer ainda neste semestre - são: financiamento público exclusivo de campanha, listas de candidatos fechada ou pré-ordenada, fim das coligações partidárias nas eleições proporcionais (para deputados federais e estaduais) e criação da federação partidária (dispositivo que permite a união de dois ou mais partidos antes das eleições para superar a chamada cláusula de barreira).

Tanto na Câmara como no Senado há pontos de consenso, como a lista fechada, fidelidade partidária e financiamento público de campanha. Outras propostas, como por exemplo, o "recall" - instrumento em que eleitores teriam o direito de "cassar", por meio de plebiscitos, o mandato dos eleitos - e a diminuição do mandato dos senadores devem enfrentar resistência por parte dos parlamentares.

Na coletiva concedida antes da abertura do seminário do PSDB sábado em Dourados, outro representante do Estado em Brasília, o deputado Waldir Neves (PSDB-MS), foi indagado sobre sua posição sobre a Reforma. Diferentemente de Moka, foi evasivo, remetendo a decisão à bancada do partido na Câmara.

 

 

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