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20 de Setembro de 2004 15h48

Missão negocia fim do embargo russo à carne brasileira

Uma missão do governo brasileiro viajou para a Rússia para negociar o fim do embargo à carne brasileira. O embargo, que vale a partir do dia 20 para as carnes bovina e suína, foi determinado por causa de um foco de febre aftosa registrado no estado do Amazonas. A região não tem autorização para exportar carne porque não faz parte da área classificada como livre de aftosa e é considerada de alto risco para casos da doença. De acordo com o Ministério da Agricultura, essas informações foram transmitidas aos países que importam carne do Brasil.

É a segunda vez que a Rússia suspende a importação da carne brasileira. O governo russo proibiu a entrada do produto brasileiro em junho depois da descoberta de um foco de aftosa no Pará, outro estado que não exporta. Na época, a justificativa dos russos foi a de que confundiram Pará com Paraná. Os russos cancelaram a proibição, mas barraram a carne proveniente do Mato Grosso, por fazer divisa com o Pará.

O ministro interino da Agricultura, José Amauri Dimarzio, afirmou nesta sexta-feira que o embargo anunciado pelo governo russo à carne brasileira representou uma "atitude precipitada" e admitiu que possa existir "um outro interesse" além do cuidado com a saúde dos consumidores. O embargo foi decretado depois que o governo brasileiro confirmou ter descoberto na sexta-feira passada um foco de febre aftosa numa pequena propriedade rural a 36 quilômetros de Manaus (AM).

Dimarzio lembrou que neste momento a Rússia tenta fechar um contrato para exportação de trigo para o Brasil, mas a operação não foi definida porque as autoridades brasileiras exigem a adoção de novas medidas sanitárias para o produto russo. A estimativa do Ministério da Agricultura é que, mantido o embargo, o prejuízo diário do país será de R$ 4 milhões. No pior cenário, em que não haja uma solução para a retirada do embargo, Dimarzio calcula que o prejuízo poderá somar até dezembro US$ 250 milhões, o correspondente a 200 mil toneladas de carne.

- Não quero afirmar, mas pode ser que exista outro interesse. O que eles precisam entender definitivamente é que o Brasil é um país de dimensões continentais e que, neste sentido, é muito demorado o trabalho para erradicação da febre aftosa - disse o ministro interino, que se reuniu em São Paulo com representantes de produtores de carne bovina, suína e de frango.

Pelos números mais recentes, a Rússia é responsável por cerca de 20% das exportações de carne do país. Para tentar chegar a um entendimento, vão embarcar na noite deste sábado para Moscou o secretário de Produção e Comercialização do Ministério da Agricultura, o chefe do Departamento de Saúde Animal e um técnico da área de Defesa Vegetal. A expectativa é que eles sejam recebidos pelas autoridades russas na próxima terça-feira.

- Tenho certeza de que, com as explicações técnicas e políticas, possamos derrubar este embargo - disse o ministro interino da Agricultura.

Esta é a segunda vez que a Rússia embarga a compra de carne brasileira. A primeira foi em junho passado, quando foi detectado no Pará um foco de febre aftosa. A medida foi derrubada pelo governo brasileiro com o argumento de que a carne produzida no Pará não é exportada para nenhum país, como ocorre também com a produção do Amazonas.
 
 
 
 
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