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Ministério Público pede a prisão do goleiro Bruno e amigo

7 Jul 2010 - 08h02Por O Dia

O promotor Homero das Neves Freitas Filho, Coordenador da 1ª Central de Inquéritos do Ministério Público Estadual pediu, no fim da noite desta terça-feira, no plantão Judiciário, as prisões temporárias, por cinco dias, do goleiro Bruno Souza, do Flamengo, e de seu funcionário Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, pelo crime de sequestro. Eles são suspeitos do desaparecimento da estudante Eliza Samudio, 25. O MP também pediu a apreensão de J., 17, que afirmou para a polícia que a jovem está morta.

Em depoimento à Divisão de Homicídios do Rio por mais de cinco horas, J. disse ter participado do sequestro da moça, na noite de 4 de junho, na saída de hotel na Barra da Tijuca. O menor foi localizado na mansão do jogador, no Recreio.

Apesar de não ter dúvidas do envolvimento do jovem no crime, a polícia encara com reservas as declarações dele, que estaria tentando livrar Bruno de participação no homicídio. O relato do adolescente vai contra o que já foi apurado na investigação.

Aos policiais, J. contou que seguia para Minas Gerais com Macarrão na Range Rover de Bruno - onde peritos identificaram vestígios de sangue humano. Ele declarou ter dado três coronhadas na cabeça de Eliza, que teria sangrado muito e, mesmo assim, seguido viagem por mais de cinco horas até o sítio, em Esmeraldas. No depoimento, J. afirmou que Macarrão teria matado a moça.
J. é o primo citado pelo motorista Cleiton da Silva Gonçalves, em depoimento à DH de Contagem.

Como revelou O DIA, o motorista contou que participou de jogo de futebol no sítio, em 8 de junho, e que pediu para tomar banho na casa, mas que foi impedido pelo goleiro, alegando que "ela" (Eliza) estava ali. Cleiton disse ter encontrado dois primos de Bruno - o menor e homem identificado como Sérgio - no jogo dia 10. Naquele dia, a dupla teria dito que "aquela mulher não iria mais perturbar".

A polícia carioca chegou a J. após o tio do rapaz procurar a Rádio Tupi informando que o sobrinho havia confessado a participação no crime. Na entrevista, o homem disse que o garoto estaria escondido desde domingo na casa de Bruno. No início da tarde, agentes foram ao condomínio. Foi o goleiro quem abriu a porta. Segundo J., o bebê teria ficado com Dayanne de Souza, mulher do atleta, enquanto Macarrão teria levado Eliza, ainda "viva e lúcida", para fora do sítio. Depois, o secretário do jogador teria retornado, dizendo que ela estava morta.

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