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Mestre de obras confessa ter assassinado ex-esposa de Moka

4 Abr 2007 - 05h03
 

O mestre-de-obras Jair Cantazine da Silva, apontado como principal suspeito da morte da ex-esposa do deputado federal Waldemir Moka, Ana Lúcia Mendes, 48 anos, assassinada na manhã de domingo a golpes de facão, confessou o crime após se apresentar na tarde de hoje, às 14 horas, no 1º DP (Distrito Policial) de Dourados. Ele chegou acompanhado de dois advogados e permaneceu preso por ter um mandado de prisão em seu nome.

Jair prestou depoimento à delegada Fernanda Felix de Carvalho e confessou ter matado Ana Lúcia, motivado pelas constantes brigas do casal pela partilha de bens, depois da separação. Segundo Sandro Márcio Pereira, delegado titular do 1° DP de Dourados, Jair deve ficar preso por 30 dias sob acusação de Homicídio Qualificado, período em que o inquérito será concluído e depois será decretada a prisão preventiva dele, já que o mestre de obras é réu confesso.

De acordo com a polícia, o acusado disse que a discussão momentos antes da morte da vítima começou por disputa da sitioca. Conforme a delegada, Ana teria oferecido um terreno ao homicida, que não se mostrou satisfeito. “Ele queria a sitioca com uma casa construída”, explica a delegada.

Jair disse na delegacia que no calor da discussão acabou “perdendo a cabeça” e efetuado um golpe de facão no pescoço da vítima. Ele afirmou ainda que não se lembra dos outros golpes, mas que viu a vítima cair no chão. Após o crime, o acusado teria deixado o facão em frente a casa, na sitioca, onde aconteceu o homicídio e se deslocado para a casa do filho, no bairro Parque dos Coqueiros. Jair, segundo a delegada, nega que fazia ameaças a vítima, apesar de testemunhas afirmarem que ele vinha cometendo a ação com freqüência.

Conforme a polícia, Jair foi visto entrando na casa e depois arrancando com o veículo Gol de cor branca. Testemunhas afirmam que ele também foi visto bebendo num bar, por volta das 9h. Ele figura como principal suspeito porque não aceitava a separação com Ana Lúcia. A polícia afirmou que ele não foi encontrado após a morte da ex-namorada para prestar informações sobre o caso.

Ela foi atingida no rosto e no pescoço, nos lados direito e esquerdo. Foram cinco golpes que quase decapitaram a vítima. Segundo o perito Jean Cleber Dourado, o crime deve ter acontecido entre 9h e 10h da manhã deste domingo. Ela foi morta no corredor 4, da Sitioca Alvorada, localizada na BR-163, via de acesso entre Dourados a Caarapó.

A advogada Virgínia Marta Magrini, que representava a bioquímica Ana Lúcia Mendes no acordo que estava sendo feito com o mestre de obra Jair Cantazini da Silva, contou ontem que sua cliente assinaria hoje um acordo com o ex-amásio. "Eles viveram juntos por sete anos e após a separação, há pouco mais de três meses, o Jair passou a exigir partilha dos bens", conta Virgínia.

 

 

Dourados Agora

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