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Médica diz que fechou contrato verbal com Governo Zeca do PT

3 Ago 2007 - 04h12

A médica Neide Mota Machado, dona da Clínica Planejamento Familiar, afirmou nesta manhã, em duas horas de depoimento ao juiz Aluisio Pereira dos Santos, da 2ª Vara do Tribunal do Júri, que firmou um contrato verbal com o governo do Estado na administração Zeca do PT para realizar abortos nas mulheres vítimas de estupros.

Ela afirmou que era acionada pela Secretaria Estadual de Saúde e pela capitã PM Sandra Regina Alt, da Coordenadoria Especial de Políticas Públicas para as Mulheres, para realizar os abortos em mulheres que eram vítimas de abuso sexual. Neide afirmou que neste ano não fez nenhum aborto na Clínica Planejamento Familiar existente há 20 anos em Campo Grande.

Neide afirmou ainda que foi vítima de “calote” pelo governo do Estado, pois não recebeu pelos abortos realizados nas mulheres que foram estupradas. Ela afirmou que só não acionou a Justiça porque este era um compromisso acima de tudo moral.

A médica afirmou que também fez abortos na Maternidade Cândido Mariano em mulheres vítimas de violência sexual. A médica disse que os recibos encontrados na clínica não dizem respeito aos abortos, mas sim aos procedimentos realizados na clínica especializada em planejamento familiar. Os prontuários das pacientes, que tiveram que passar por aborto, foram encaminhados à Secretaria Estadual de Saúde, segundo a médica Neide.

Medicamentos

Durante o depoimento, Neide negou a utilização de medicamentos para aborto, apesar de terem sido encontrados na clínica 27 caixas de Cytotec. Ela afirmou que o Cytotec foi comprado quando a utilização ainda era permitida e que não era mais utilizado. Neide disse que, quando era autorizado, usava o medicamento para amolecer o colo do útero durante a inversão do DIU (Dispositivo Intra-Uterino).

A dona da clínica negou a utilização de medicamentos veterinários para a prática de aborto, como o vetaclan. Uma paciente, acadêmica de medicina veterinária, afirmou que sofreu uma hemorragia após utilizar o medicamento na clínica. Neide confirmou que foi procurada pela estudante, mas disse que a mulher levou a bula do remédio para que ela verificasse.

Serviços

A médica negou a prática de abortos na clínica, afirmando que o local oferecia apenas serviços de planejamento familiar e que os abortos só eram realizados com autorização da paciente que teria sido vítima de estupro.

Na clínica, Neide afirmou que eram oferecidos atendimentos para orientação sobre uso de métodos contraceptivos e aplicação de DIU, injeção trimestral, vasectomia, laqueadura e curetagem.

Especialista em planejamento familiar e em anestesiologia, Neide disse que já foram realizados partos na clínica, mas há muito tempo atrás. Segundo ela, depois que o médico responsável pediu demissão os partos não foram mais realizados.

Neide afirmou ainda que a clínica, como muitas outras, contava com uma equipe multidisciplinar e que por isso contava com psicólogas e enfermeiros. Ela afirmou que toda paciente que começava a usar algum método contraceptivo conversava antes com a psicóloga, no caso Simone Aparecida Catanguessi de Souza.

Custos

Sobre os valores cobrados pela Clínica Planejamento Familiar, que conforme denuncia do MPE (Ministério Público Estadual) chegavam a R$ 25 mil, Neide alegou que dependia do procedimento que a cliente fosse realizar na clínica.

Ela afirmou ainda que as cerca de 10 mil fichas encontradas na clínica são referentes a procedimentos de planejamento familiar. Ela afirmou que a tabela com valores foi feita por Zenaide Correa, gerente da clínica, que trabalhou por quatro anos e foi demitida há três.

Já em relação a tabela encontrada pela Polícia Civil na clínica contendo matéria sobre o custo de R$ 359 mil para se ter uma criança, Neide alegou que se trata apenas de uma matéria publicada xerocada da revista Claúdia. O MPE denuncia que a tabela era usada para convencer as clientes a fazer aborto, mas Neide alega que era mostrada para que as famílias pudessem fazer planejamento de quantos filhos desejam ter.

 

 

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