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Brasil

MEC quer aumentar em 40% até 2006 vagas no ensino superior

10 Set 2004 - 08h45
A ampliação de vagas no ensino público superior tem sido tratada no governo Lula como prioridade. Atualmente, o governo federal é responsável por 22% da oferta de vagas nas universidades, e a intenção do Ministério da Educação (MEC) é expandir esse número em, pelo menos, 40% até o final de 2006. “Fizemos um projeto para isso e esse projeto é importante, porque, para chegar lá, temos que começar um dia”, diz o secretário de Educação Superior do MEC, Nelson Maculan.

Em entrevista exclusiva à Agência Brasil, o secretário revelou que para aumentar o acesso de estudantes de baixa renda à educação superior, o MEC pretende oferecer 10 mil novas vagas. As vagas surgirão com a criação de duas universidades: a Federal do Grande ABC (SP) e a Federal de Grande Dourados (MS), além da implantação de cinco campi avançados e três pólos universitários espalhados por todo o país. “Vamos chegar a esse número, quando isso tudo estiver construído. Aí teremos 10 mil vagas para o vestibular, vamos poder crescer bastante”, avalia o secretário.

Um dos projetos que mais chama a atenção é a construção de um Pólo Universitário na cidade de Garanhuns (PE), que terá como objetivo consolidar a pesquisa e o ensino de ciências agrárias na região do interior pernambucano. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Educação, Tarso Genro, pretendem assinar um protocolo de intenções que cria o novo pólo universitário. “Já estamos com o protocolo de intenções pronto, e o presidente deve assinar com o ministro ainda neste mês”, informa.

A Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) e a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) são as instituições responsáveis pela implantação do pólo, que será considerado um campus universitário com lotação de pessoal docente e técnico-administrativo próprios, composto por duas unidades acadêmicas: o Centro de Educação e o Centro de Ciências Agrárias.

Inicialmente serão oferecidos cursos de licenciatura em pedagogia, língua portuguesa, matemática, ciências humanas e sociais e ciências da natureza, e a graduação em agronomia, zootecnia e medicina veterinária, onde serão oferecidas cerca de 300 vagas para atender à demanda da região.

Para o reitor da UFRPE, professor Valmar Corrêa, o pólo poderá contribuir para um salto de qualidade no tripé pesquisa, ensino e extensão, que é desenvolvido pela universidade. Ele informa que uma das principais vocações da região é a produção de leite e a agricultura, que dependia muito das pesquisas realizadas pelas instituições sediadas na capital, Recife.

“É um anseio grande da população dos dirigentes dos municípios e também necessidade para a formação de pessoas que tenham interesse em cursos nas áreas de ciências agrárias”, afirma.

O reitor cita como exemplo a necessidade de modernizar uma clínica de bovinos mantida pela universidade há mais de 25 anos em Garanhuns. A instituição oferece assistência aos pecuaristas da região, que conta com mais 22 municípios do entorno, dos estados de Alagoas de Sergipe. Ele elogiou a iniciativa do governo em regionalizar a educação superior. “Acreditamos que essa é uma maneira rápida, prática e objetiva de expandir as universidades públicas federais para o interior dos estados”, diz.
 
 
Agência Brasil

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