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10 de junho de 2010 05h17

MEC quer aprimorar concursos para valorizar professores

Agência Brasil

O Ministério da Educação vai concentrar esforços, até o final do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para moralizar as provas dos concursos de professores no Brasil. Uma série de reuniões está sendo promovida pelo ministério para conseguir um consenso em torno do assunto. Dessas reuniões já participaram, por exemplo, a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e entidades ligadas à pesquisa educacional.

As informações foram dadas, com exclusividade à Agência Brasil, pelo ministro Fernando Haddad, que participou hoje (9) da 38ª Reunião dos Ministros de Educação do Mercosul – bloco formado pelo Brasil, pela Argentina, pelo Uruguai e Paraguai -, na capital argentino. “Temos um balanço grande de ações. São dezenas e dezenas de programas novos que foram consolidados no governo Lula. Este ano, estamos chamando para conversar, além da CNTE e das entidades ligadas à pesquisa educacional, os dirigentes municipais e estaduais das redes de ensino. Vamos moralizar essa questão da prova de concurso, de maneira a valorizar a profissão do professor", disse Haddad.

De acordo com o ministro da Educação, hoje a graduação de professores já é gratuita no Brasil, seja na universidade pública ou na particular. "Queremos que agora, com o piso salarial, tenhamos uma prova nacional de concurso para ampliar o horizonte profissional daqueles que estão se formando."

Durante a reunião em Buenos Aires, Haddad apresentou uma sugestão para ampliação do programa que promove a movimentação de estudantes pelos países do Mercosul. "O programa, chamado Marca, permite que graduandos de cursos acreditados pelo Mercosul passem seis meses em outro país, fazendo graduação, e voltem para terminá-la em seu país de origem. Para dinamizar as relações entre nossos países, sugeri que aproveitássemos a licenciatura em português e espanhol para potencializarmos o Marca".

Segundo o ministro Haddad, em vez de abrir oportunidades apenas para algumas dezenas de licenciandos para estudar seis meses em outro país do Mercosul, deve ser analisada a possibilidade de enviar centenas ou até milhares de estudantes por meio do Marca. "Há muitos interessados. Todo licenciando de espanhol vai querer morar seis meses em outro país do Mercosul. Para ele é uma vantagem e para o Brasil, por exemplo, é espetacular porque o país receberá de volta um professor muito bem formado não só na língua, mas na cultura local. Certamente, ele terá mais motivação para exercer a profissão, aproveitando a experiência que teve no exterior. Além disso, ele terá fluência no idioma."

Um tema que obteve consenso no encontro de ministros de Educação do Mercosul foi a necessidade de encontrar mecanismo comum ao bloco que permita o reconhecimento dos diplomas expedidos em cada um dos países e o consequente exercício de atividades profissionais nos países-membros e associados. Os ministros também concordam que o Estado deve garantir a todas as crianças e jovens o direito ao acesso, permanência e conclusão de seus estudos, "como um ato de justiça social", promovendo a inclusão educativa e oferecendo educação gratuita e de qualidade para o "desenvolvimento pleno da pessoa e o exercício da cidadania".

O encontro em Buenos Aires reuniu ministros e autoridades da área educacional do Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai, além da Bolívia, Chile, Equador, Colômbia, Peru e Venezuela.

 

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