Menu
SADER_FULL
terça, 28 de janeiro de 2020
FARMÁCIA_CENTROFARMA_FULL
Busca
BANNER BET
Brasil

MEC nega manipulação dos dados educacionais no IDH

15 Jul 2004 - 16h36
O secretário de Educação Continuada do Ministério da Educação, Ricardo Henriques, negou que tenha havido manipulação política para beneficiar o governo no Relatório do Desenvolvimento Humano 2004, divulgado hoje pela Organização das Nações Unidas. “Não há nenhuma possibilidade de um dado técnico como esse sofrer manipulação. O que existe é uma 'não-sintonia' entre a forma como é transmitida a informação do governo federal ao sistema ONU”, afirmou hoje durante entrevista coletiva.

A acusação de manipulação dos dados foi feita pelo ex-ministro da Educação, Paulo Renato Souza, em entrevistas hoje na imprensa brasileira. A divergência se baseia na alteração da base de dados utilizada pela ONU. Os dados que compõe o relatório são divulgados pelos próprios governos. Neste ano, a avaliação da ONU coloca o Brasil na 72ª posição dentro da lista do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH).

Segundo Henriques, no que se refere a informações sobre taxa de analfabetismo, os dados fornecidos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) foram do Censo 2000. No levantamento anterior, a base foi a Pesquisa Nacional de Amostragem por Domicílio (Pnad) referente ao ano de 2001. “O entendimento claro, legítimo e correto do IBGE é que o dado do Censo tem maior cobertura e precisão que define, por exemplo, a região Norte”, afirmou o secretário.

Na edição anterior, divulgada em 2003, o país estava na 65ª posição. No entanto, o relatório indica que os dados não são comparáveis porque houve mudanças nos critérios de cálculo. Para o secretário, é preciso definir um sistema unificado de informações para fornecer dados à ONU. “O que nós temos que fazer agora é aprender, ter uma pedagogia desse processo e entender que é fundamental que aquelas unidades setoriais, no caso o Ministério da Educação, assumam a responsabilidade de coordenar junto com o instituto de informação e estatística do país, a forma com que os dados são remetidos ao sistema ONU para conseguir garantir essa série histórica”, disse o secretário ao lembrar que "essa 'não-sintonia' existe

Ele afirmou que, mesmo se a taxa de analfabetismo utilizada tivesse sido a calculada pela Pnad de 2002, o Brasil teria perdido posições no ranking geral do IDH, que pesquisou 177 países e territórios. No entanto, o país teria caído da 65ª posição para a 68ª, e não para a 72ª. “Quando usamos a taxa de analfabetismo de 2002 dentro dessa série do sistema ONU, o Brasil, do ponto de vista da posição no ranking também piora, mesmo tendo aumentado a alfabetização. Então, melhorou o analfabetismo e a posição do Brasil piora, porque é uma posição relativa: outros países melhoraram na velocidade maior do que o Brasil", explicou.

Henriques destacou ainda que a redução verificada na taxa de analfabetismo é histórica e que o interesse do governo Lula é aumentar a velocidade da queda deste índice. Na mesma entrevista coletiva, o assessor para o Desenvolvimento Sustentável do Pnud, José Libanio, afirmou que os países têm a liberdade de escolher qual a pesquisa mais adequada para repassar as informações necessárias. “No ano que vem outro relatório será publicado e trabalharemos, como sempre fazemos, com a base de dados mais atualizada que houver disponível na época da confecção do relatório”, explicou.
 
 
Agência Brasil

Deixe seu Comentário

Leia Também

HOMICIDIO
Jovem mata a mãe e esconde cadáver em poço
PROUNI
MEC suspende inscrições do ProUni por tempo indeterminado
TRAGÉDIA NA FAMILIA
Cinco pessoas de uma mesma família morrem afogadas em rio
AÇÃO CRIMINOSA
Mecânico embriagado atropela 17 pessoas matando duas
FAMOSIDADES
Ana Maria Braga revela que foi diagnosticada com câncer de pulmão novamente
FAMOSIDADES
Tom Veiga, intérprete do Louro José, casa-se de novo, dois anos após separação
REALITY SHOW 2020
Boca Rosa e Lucas Chumbo se enfrentam no primeiro paredão do 'BBB20'
TRAGÉDIA EM BH 38 MORTES
MG tem 47 cidades em emergência por causa da chuva; 38 morreram
TRAGÉDIA EM BH
Chuva forte provoca 30 mortes, transtornos e alagamentos na Grande BH
ATENTADO
Casa de deputado é atacada com pelo menos 30 tiros de fuzil