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8 de Novembro de 2004 07h24

MEC formará professores para povos indígenas

A preparação de professores indígenas para atuar em escolas nas aldeias é uma das metas do ministério da Educação. Com esse objetivo, o MEC, junto instituições parceiras, formou uma comissão para discutir e elaborar políticas de educação superior indígena. Segundo a consultora do Departamento de Política da Educação Superior do MEC, Renata Bondim, já existe uma demanda de professores indígenas que possuem curso Normal para lecionar de 1ª a 4ª séries da educação fundamental e que precisam se formar no nível superior para poderem lecionar de 5ª a 8ª séries e no ensino médio nas aldeias.

Renata diz que a educação tem que ser bilíngüe, com conteúdo curricular voltado para os interesses das comunidades indígenas e que obedeça à peculiaridade do seu calendário escolar. "Nós precisamos formar professores indígenas nos cursos de licenciatura para que as escolas indígenas possam dar continuidade à escolaridade dos povos."

Ao lado dessa linha de ação, a consultora lembra que também existe demanda de indivíduos indígenas, aldeias e povos de continuarem sua escolaridade e terem formação superior.

As escolas indígenas existem em muitas aldeias. São escolas de ensino fundamental e algumas de ensino médio. Na educação indígena, o MEC é responsável pela organização, planejamento, avaliação e acompanhamento de todo o processo escolar no Brasil e a execução é de responsabilidade dos municípios e dos estados. Renata afirmou que a educação superior acontecerá nas universidades regulares.

Hoje, são 210 povos indígenas falando 180 línguas. Isso significa diversidade, especificidade dessa população. Existe a necessidade de uma articulação estreita entre as universidades próximas aos povos e muitas delas já estão abrindo cotas.

A parceria está sendo feita, num primeiro momento, com as universidades públicas, mas com o programa Universidade para Todos, que abre vagas para bolsistas afro-descendentes e indígenas, Renata acredita que o programa seja mais uma ferramenta para atender parte das demandas.

Na reunião que acontecerá na próxima sexta-feira (12), a comissão vai estabelecer a agenda de trabalho.

A consultora lembra que essa medida é importante porque retoma uma dívida histórica com a população indígena.
 
Agora MS
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