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Brasil

Marta diz que Serra "é tão nefasto quanto Maluf"

29 Set 2004 - 14h20
A prefeita de São Paulo, Marta Suplicy (PT), candidata à reeleição, afirmou que seu principal adversário político, José Serra (PSDB), "é tão nefasto" quanto Paulo Maluf (PP).

"Tem ações nefastas hoje que fico impressionada. O outro candidato [Serra], que é tão nefasto quanto [Maluf], falou que o PT usa métodos nazistas. Então, os métodos usados por ambos os candidatos são absolutamente nefastos. Um [Serra] fica dizendo que o PT é nazista, simplesmente porque diz que ele está falando alguma coisa que não procede", disse.

A prefeita também afirmou que a classificação dada aos dois candidatos justifica-se quando eles a chamam de "dona Marta".

"Inclusive métodos nefastos quando o Maluf usava 'dona Marta' num sentido desrespeitoso à mulher, o outro começou a usar nos comícios a mesma coisa. É nefasto fazer isso, não acrescenta ao debate político", disse, em entrevista à rádio Bandeirantes nesta quarta-feira.

Questionada pelo locutor se não achava "bonitinho" ser chamada de "dona Marta" na música de campanha de Serra, Marta calou-se por alguns segundos e depois respondeu: "Olha, eu chamo minha sogra de dona Filomena, como chamaria sua mãe e a qualquer senhora de 'dona'. Aí é respeitoso. O sentido pejorativo é que é desrespeitoso. É quando você vê uma mulher dirigindo e grita: 'Dona Maria, vai pra casa'. O outro usou da mesma forma, desqualificando."

Gírias

De bom humor, a prefeita utilizou em sua entrevista gírias como "estou pagando um mico danado" por causa das taxas, "fui malhada por todos os candidatos" e "tomo pau da imprensa", devido a matérias que mostram o alto índice de rejeição a Marta.

A prefeita deu risada durante a entrevista e se divertiu ao criticar Serra usando como exemplo a coluna do jornalista José Simão, da Folha. Marta disse que Serra não tem propostas. "É como diz o Macaco Simão, ele copia e amplia", disse a prefeita.

Marta também demonstrou alegria quando foi questionada se havia adotado a estratégia "paz e amor". "Não há nenhuma orientação [do partido]. É aprendizagem, poderia melhorar bastante."

Maluf

Marta negou que haja um acordo entre ela e Maluf. O PP e o PT teriam firmado um pacto de não-agressão a Marta --principalmente nos programas de rádio e TV. Em troca, Maluf seria beneficiado dentro dos limites legais na CPI do Banestado, que apura envio de recursos para o exterior.

"Não há nenhum entendimento. Isso começou quando o PSDB começou a me acusar e ninguém falava nada quando eu era malhada por todos os candidatos [no início dos debates]. Não sei qual é a estratégia dele", disse Marta.

Após passar pela Bandeirantes, Marta deu entrevista à rádio 89 FM. No estúdio de gravação, ela sentou em um banco e colocou um dos pés sobre a mesa. Falou sobre seus programas e escolheu a música "Humanos", da banda Tókio, da qual fazia parte o cantor Supla, seu filho.

 

 

Folha Online


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