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24 de Maio de 2010 15h20

Marina minimiza censura a seu nome em evento de Gabeira

Folha Online

A senadora Marina Silva, pré-candidata do PV à Presidência, minimizou nesta segunda-feira a censura a seu nome no lançamento da pré-candidatura do deputado Fernando Gabeira (PV) ao governo do Rio de Janeiro, que ocorreu ontem.

Em faixas, seu nome foi coberto por fitas adesivas. "Foi uma orientação de quem está entendendo a legislação e não quer extrapolar."

A chapa de Gabeira tem o apoio do PSDB de José Serra. No entanto, segundo Marina, o deputado irá apoiar apenas a sua candidatura. Apesar disso, ela não foi ao evento. "Gabeira disse reiteradas vezes que está conosco."

Ela também criticou a petista Dilma Rousseff e o tucano José Serra por extrapolarem ao fazer propaganda antecipada. "Estou me referindo aos dois", respondeu ao ser questionada em entrevista à rádio "CBN" se falava de Serra ou Dilma ao dizer que há pré-candidatos não cumprindo a legislação eleitoral.

Marina disse que foi involuntária a propaganda em seu nome feita no dia 11 de maio em evento na Assembleia do Rio Grande do Norte. Por causa de uma faixa colocada no prédio da Assembleia, o Ministério Público Eleitoral apresentou uma representação contra ela. A faixa tinha uma foto da pré-candidata e a frase "Marina é a cara do Brasil".

De acordo com a pré-candidata, a propaganda foi feita por militantes do PV sem o seu conhecimento. "Estou aguardando para saber mesmo se involuntariamente nós estamos extrapolando."

Marina foi a terceira entrevistada pela rádio "CBN". Serra e Dilma já participaram da entrevista, com cerca de uma hora cada.

Roylties e Previdência

A senadora propôs também a ideia de usar os royalties do pré-sal para manter a Previdência Social nas próximas décadas. De acordo com ela, a proposta ainda precisa ser estudada por sua "equipe de economistas".

Segundo a senadora, a distribuição dos royalties não deve ficar apenas com os Estados produtores. "Os produtores devem ser valorizados, mas riquezas devem ser compartilhadas por todo o país".

A senadora disse que, se fosse presidente, vetaria a mudança no fator previdenciário, mas manteria o reajuste de 7,7% para os aposentados --aprovados semana passada pelo Senado.

Ela também defendeu uma reforma previdenciária. "A Previdência vai precisar de uma resposta, um saneamento."

Jornada de 40 horas

Ela disse que é a favor da jornada de trabalho para 40 horas semanais. No entanto, para a senadora, essa redução não pode fazer com que os trabalhadores sejam obrigados a cumprir hora-extra todos os dias. "Eu sempre defendi a redução da jornada como pedra filosofal da qualidade de vida do trabalho."

Segundo a senadora, a redução deve significar o aumento no número de trabalhadores com carteira assinada.

Marina ainda rebateu as críticas de aparelhamento do Ministério do Meio Ambiente durante a sua gestão. Segundo a ex-ministra, as indicações seguiram critérios éticos e técnicos. O aparelhamento, para Marina, aconteceu porém tanto no governo Lula quanto no de Fernando Henrique Cardoso. "Tem uma forma de agigantar o Estado que não são das melhores."

A senadora também afirmou que é contra a criação de novos Estados por ser contra o aumento do gasto com a máquina pública.

De acordo com ela, a pesquisa Datafolha divulgada no sábado no qual aparece com 12% mostra que o eleitorado não quer apenas um plebiscito. "O Brasil está cansado dessa história, que toda vez fica uma guerra entre o vermelho e o azul".

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