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RIO_DOURADOS
6 de Dezembro de 2004 14h43

Mallú Mendonça fala da inclusão de deficientes no trabalho

A INCLUSÃO DO PORTADOR DE DEFICIÊNCIA FÍSICA

 NO MERCADO DE TRABALHO

 

A dinâmica da globalização está diretamente ligada à rapidez na comunicação, qualidade nos produtos e serviços prestados e colocação competitiva da empresa e  seus  demais colaboradores num mercado de trabalho cada vez mais exigente.

Com efeito, sempre estamos observando nos noticiários entrevistas que proporcionem maior competitividade e sucesso as empresas.

Fato é que assim como a responsabilidade social – que muitas empresas já vêm aderindo para o seu meio de trabalho – a proposta de  inclusão de portadores de deficiência no mercado de trabalho torna-se, cada vez mais, realidade entre nós: administradores, empresários, colaboradores e compradores.

Talvez pela falta de conhecimento ou inobservância de muitos de nós, quando vamos as compras, sobretudo em grandes hipermercados e shoppings, podemos verificar que a cidadania de inclusão toma passos cada vez mais presentes no nosso cotidiano, sobretudo para os portadores de deficiência física.

São atendentes, vendedores e até ótimos gerentes, àqueles portadores de deficiência – que às vezes queremos tão longe de nós porque “assustam por serem diferentes”.

Na verdade, mas que, dignamente, estas pessoas, muitas das vezes realizam seus afazeres melhor do que nós próprios, pois agem com orgulho e amor naquilo que fazem e nós apenas cumprimos nossas responsabilidades diárias.

Embora amparados por lei específica (LEI Nº 7.853, de 24 de outubro de 1989), precisou-se, após dez anos de vigência criar um Decreto (DECRETO Nº 3.298. de 20 de dezembro de 1999) para que se pudesse assegurar à pessoa portadora de deficiência o pleno exercício  dos direitos individuais e sociais, como: saúde, trabalho, previdência social e dentre outros.

O certo é que a Lei legisle sobre o ato, mas oportunizar a sua executoriedade depende de pessoas como eu e você, a partir de iniciativas que vão desde a conscientização da quebra de mitos de que pessoas portadoras de deficiência não são capazes de trabalhar ou que devem ficar confinadas em suas casas, escondidas do mundo, até à luta pela reivindicação de que as barreiras arquitetônicas sejam promotoras da inclusão.

Barreiras arquitetônicas são (ainda) um problema, pois vê-se em muitos estabelecimentos e cidades há ausência de rampas, banheiros, telefones e balcões de atendimento adaptados, corrimão e elevadores (quando tem-se mais de um andar para percorrer), a inexistência de sinalização informativa e dentre outras que minimizam a atuação destes grupos.

Já que essas barreiras podem ser modificadas, a qualificação da mão-de-obra também pode elevar seus índices, e passar de meros 3% para valores ainda mais expressivos.

A qualificação pode ser ministrada pelas próprias empresas que elaborem políticas de inclusão que, além de treinar e capacitar este seu novo colaborador, atrai para si um marketing próprio de qualidade e diferenciação entre seus concorrentes, sendo uma estratégia de mercado que agrega literalmente valores. Pode também ser realizada por organizações especializadas (ONG’S ou Associações) que possibilitam um trabalho de relações interpessoais entre os novos colaboradores e quadro de demais funcionários da empresa, propiciando um clima de adaptação para ambas às partes.

Portanto, três são os pontos que precisam ser levados em conta para uma inclusão de deficientes, sobretudo físicos no mercado de trabalho: Eliminar barreiras arquitetônicas, conscientização (e aceitação) por parte das pessoas (funcionários e diretoria) e qualificação especializada da mão-de-obra.

Embora hoje o grupo mais beneficiado seja os portadores de deficiência física, seguido dos deficientes visuais, não significa que os demais grupos não possam ter seu lugar no mercado. Este próprio está abrindo espaço para receber esses portadores de deficiência, e as empresas estão colaborando para essa inclusão, que atrai para si dois momentos: a quebra de paradigmas e a fidelização de clientes (deficientes ou não) que vão as suas portas para comprar por se sentirem bem - não por um modismo repentino – mas também  atraídos pela política de inserção.

 

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Mallú de Mendonça Barros

Administradora de Empresas

e pós-graduanda em

Docência Superior

mallu_mendonca@yahoo.com.br
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