Menu
FARMÁCIA_CENTROFARMA_FULL
quarta, 23 de janeiro de 2019
LIMIT ACADEMIA
Busca
CANTINA BAH
Brasil

Mais de 50% dos brasileiros não têm acesso a esgoto

20 Jun 2007 - 05h16
Um levantamento da Abdib (Associação Brasileira da Infra-estrutura e Indústrias de Base) divulgado nesta terça-feira mostra que mais de 50% dos brasileiros --cerca de 95,3 milhões-- não têm acesso ao serviço de coleta de esgoto. Além disso, segundo o estudo, 35,3 milhões de pessoas não dispõem de rede geral de distribuição de água, 6,1 milhões vivem sem energia elétrica e 53,1 milhões não contam com telefone fixo ou celular em casa.

Os dados são baseados na PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) 2005, lançada pelo IBGE em 2006.

A maioria dos brasileiros sem acesso a esses serviços é formada por famílias com renda mensal de até três salários mínimos. No caso da coleta de esgoto, dos 95,3 milhões sem acesso, 58,3 milhões ou 61,2%-- estão nessa faixa.

Nos demais casos, a porcentagem é ainda maior. As famílias com renda de até três salários mínimos representam 69,9% dos que não dispõem de abastecimento de água --cerca de 24,69 milhões de pessoas.

Ainda nessa faixa de renda, 5,2 milhões de pessoas (85,7%) não têm acesso à energia elétrica e 44,03 milhões (82,9%) não possuem telefone.

O estudo sugere que uma das formas para facilitar o acesso a esses serviços seria reduzir a carga tributária, que atinge, em alguns setores, metade da conta mensal.

O objetivo do levantamento, de acordo com a Abdib, é alertar para a relação que existe entre o acesso pleno a serviços de eletricidade, telefonia, água e esgoto para a superação da pobreza.

"A infra-estrutura é, depois de um sistema educacional universal e eficiente, condição fundamental para haver qualidade de vida e para prover as pessoas de condições mínimas para que elas ultrapassem a linha de pobreza com as próprias mãos", explica Paulo Godoy, presidente da Abdib.

Segundo o documento, a ausência de redes para abastecimento de água tratada e para coleta e tratamento de esgoto aumenta a proliferação de doenças bacterianas passíveis de prevenção, prejudica o ano escolar de milhares de crianças e força o poder público a despender mais recursos com serviços hospitalares.

Godoy aponta caminhos para o poder público promover o acesso da população de baixa renda aos serviços: reduzir a carga tributária incidente sobre o consumo, de acordo com a essencialidade dos serviços; aproveitar a legislação de parcerias público-privadas; e formular planos abrangentes de concessão que permitam a aplicação de políticas tarifárias e de subsídios transparentes em regiões maiores.
 
 
 
Folha Online

Deixe seu Comentário

Leia Também

LUTO - TV
Ator Caio Junqueira morre no Rio uma semana após acidente
ANJO DA GUARDA
Amigo dá lar a mulher que viveu 40 anos internada no HC
MAMATA
General corta contratinho de R$ 30 milhões para manter jornalistas no exterior
PERSISTÊNCIA
Filho de faxineira e porteiro passa em medicina no Paraná
RENOVAÇÃO LICENÇA
Extinção de mais 130 rádios comunitárias no Brasil deve alcançar emissora de Ponta Porã
CENAS FORTES
Vídeo flagra mulher sendo agredida por ex-marido com socos e chutes
GUERRA NO RJ II
Parentes de mortos durante chacina em São Gonçalo e Itaboraí dizem que vítimas eram inocentes
GUERRA NO RJ
Chacina deixa pelo menos 7 mortos na Região Metropolitana do Rio
BBB 19
Famosos protestam contra Maycon por agredir animais e mãe o defende: 'Não é um monstro'
MORTE A ESCLARECER
Exército investiga morte de sargento após teste de aptidão física