Menu
SADER_FULL
segunda, 19 de novembro de 2018
FARMÁCIA_CENTROFARMA_FULL
Busca
SICREDI_FATIMA
Brasil

Mais de 50% dos brasileiros não têm acesso a esgoto

20 Jun 2007 - 05h16
Um levantamento da Abdib (Associação Brasileira da Infra-estrutura e Indústrias de Base) divulgado nesta terça-feira mostra que mais de 50% dos brasileiros --cerca de 95,3 milhões-- não têm acesso ao serviço de coleta de esgoto. Além disso, segundo o estudo, 35,3 milhões de pessoas não dispõem de rede geral de distribuição de água, 6,1 milhões vivem sem energia elétrica e 53,1 milhões não contam com telefone fixo ou celular em casa.

Os dados são baseados na PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) 2005, lançada pelo IBGE em 2006.

A maioria dos brasileiros sem acesso a esses serviços é formada por famílias com renda mensal de até três salários mínimos. No caso da coleta de esgoto, dos 95,3 milhões sem acesso, 58,3 milhões ou 61,2%-- estão nessa faixa.

Nos demais casos, a porcentagem é ainda maior. As famílias com renda de até três salários mínimos representam 69,9% dos que não dispõem de abastecimento de água --cerca de 24,69 milhões de pessoas.

Ainda nessa faixa de renda, 5,2 milhões de pessoas (85,7%) não têm acesso à energia elétrica e 44,03 milhões (82,9%) não possuem telefone.

O estudo sugere que uma das formas para facilitar o acesso a esses serviços seria reduzir a carga tributária, que atinge, em alguns setores, metade da conta mensal.

O objetivo do levantamento, de acordo com a Abdib, é alertar para a relação que existe entre o acesso pleno a serviços de eletricidade, telefonia, água e esgoto para a superação da pobreza.

"A infra-estrutura é, depois de um sistema educacional universal e eficiente, condição fundamental para haver qualidade de vida e para prover as pessoas de condições mínimas para que elas ultrapassem a linha de pobreza com as próprias mãos", explica Paulo Godoy, presidente da Abdib.

Segundo o documento, a ausência de redes para abastecimento de água tratada e para coleta e tratamento de esgoto aumenta a proliferação de doenças bacterianas passíveis de prevenção, prejudica o ano escolar de milhares de crianças e força o poder público a despender mais recursos com serviços hospitalares.

Godoy aponta caminhos para o poder público promover o acesso da população de baixa renda aos serviços: reduzir a carga tributária incidente sobre o consumo, de acordo com a essencialidade dos serviços; aproveitar a legislação de parcerias público-privadas; e formular planos abrangentes de concessão que permitam a aplicação de políticas tarifárias e de subsídios transparentes em regiões maiores.
 
 
 
Folha Online

Deixe seu Comentário

Leia Também

TRAGÉDIA NA FAMILIA
Homem que matou filho para defender a nora comete suicídio
INJUSTIÇA
Familiares prestam homenagem a laçador de cães que morreu após ser hostilizado
FORAGIDO
Mulher é morta a facadas pelo ex-marido, que não aceitava fim de relacionamento
NOVELA GLOBAL
'O sétimo guardião': Valentina conta a Egídio que Gabriel é filho dele
CRUELDADE
Idosa de 106 anos é assassinada a pauladas no Maranhão
NOVO GOVERNO
Desistência de general para ministério leva crise ao QG de Bolsonaro
ASSASSINATO
Câmeras flagram dupla efetuando mais de 30 tiros contra homem; veja o vídeo
TRISTEZA
Menino de 10 anos comete suicídio após a prisão do pai
MALDADE
Câmera de segurança flagra homem colocando fogo em casinha comunitária para cachorros
FATIMASSULENSES EM UBATUBA (SP)
Fatimassulenses, alunos do Vicente Pallotti fazem curso de biodiversidade marinha em Ubatuba (SP)