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Mãe de bebê de 2 anos que teve pernas e dedos amputados pede ajuda para próteses; fotos e vídeo

Foi vítima de meningite bacteriana e sofreu a amputação dos dez dedos das mãos e das pernas no início deste ano.

12 Set 2017 - 13h57Por Olhardireto

O pequeno Fábio Henrique Santana, de 2 anos, foi vítima de meningite bacteriana e sofreu a amputação dos dez dedos das mãos e das pernas no início deste ano. No dia 28 de março ele recebeu alta e pôde retornar para casa. Sua mãe, Angela Regina, pede ajuda para juntar dinheiro para próteses para as pernas do garoto e também para a construção de sua casa, já que a família, de sete pessoas, vive em uma casa alugada.

Leia mais:
Menino de 2 anos tem pernas e todos os dedos das mãos amputados por causa da meningite

Angela disse que Fábio teve uma recuperação rápida. Ele foi internado em janeiro deste ano no Pronto-Socorro Municipal de Cuiabá (PSMC) e recebeu alta no dia 28 de março. Por conta da seriedade da doença, ele teve necrose em algumas partes do corpo, que precisaram ser amputadas. A mãe diz que, mesmo com as pernas amputadas e sem os dedos das mãos, Fábio consegue fazer várias tarefas sozinho.

“Graças a deus ele está bem, ele está superando muito bem. A recuperação dele foi muito rápida, ele não sente mais nada, não tem mais nada. E ele não deixa a gente fazer nada para ele, só o banho mesmo que a gente dá, mas mesmo assim ele brinca na bacia com água. Mas de resto ele faz sozinho, ele come, bebe, pinta, faz tudo”, disse.

No início, Angela diz que Fábio tinha vergonha e tentava esconder as mãos e pernas. Mas com ajuda da família ele melhorou.

“Aqui em casa ele ficava querendo esconder, ele tinha muita vergonha. Ele ficava querendo deixar a faixa na mão e na perninha, mas depois minha irmã foi conversando com ele, aí ele foi acostumando. Agora ele deixa sem, ele já anda de joelho, ele corre sozinho, faz tudo sozinho, é independente”.

A família mora em uma casa alugada no bairro Novo Paraíso. Angela disse que pretendem fazer a construção de uma casa para eles em outro terreno, já que a casa onde moram é pequena para a família.

“A gente está precisando de materiais de construção, porque está difícil, ainda moramos de aluguel aqui, com sete pessoas em uma casa. A gente conseguiu comprar algumas coisas, com o dinheiro da arrecadação da feijoada que fizeram para ele, outras eu ganhei, mas falta muita coisa”.

A família ainda recebe ajuda de algumas pessoas que se solidarizaram com a história de Fábio. A necessidade que encontram agora é com relação à casa e às próteses de Fábio.

“Ele vai precisar de próteses só para as pernas. Aí no caso, como ele tem dois anos ainda, eu prefiro que ele use quando tiver cinco ou seis anos, porque se ele for usar agora, não vai dar certo, ele cresce rápido. Mas já seria bom ir conseguindo juntar o dinheiro, porque não sei o valor da prótese que ele precisa, mas a assistente social que vem aqui na minha casa, falou que conhece um rapaz que perdeu a perna e a prótese dele custou R$ 100 mil”.

 Com relação às mãos de Fábio, Angela diz que já ofereceram as próteses, e quando ela precisar serão enviadas.

“Tem uma moça de um grupo que participo, do Paraná ela, que falou pra mim que se caso eu quiser que ele use, para ele poder pegar as coisas se não conseguir fechar as mãos, ela vai doar a prótese das mãos para ele”.

Angela é manicure e o pai de Fábio, Mayckon Andrade, estava trabalhando em um garimpo no Pará, mas já retornou para Cuiabá e está em busca de emprego.

“O pai dele já voltou, já está ajudando por aqui. Ele estava trabalhando em uma terraplanagem, mas aí o serviço parou, ele foi mandado embora, ai entrou em outro, mas este também está parado, então está difícil”, disse Angela.

Angela agradece as doações que recebe e diz que a necessidade agora é somente com relação à casa e às próteses de Fábio.

“Nós já ganhamos a cadeira de rodas, e se ele não engordar muito, vai usar até uns oito ou dez anos de idade. Ganhou a cadeira de banho e a cadeira de rodas. Fraldas ainda temos muita, o pessoal doou bastante, e tem gente que ainda traz leite, essas coisas, então isso não é a maior necessidade, precisamos mesmo é das nossas casas e já começar a ver estas próteses para ele”.

Para ajudar Fábio, o contato pode ser feito com a mãe Ângela pelo telefone (65) 99223-7192 ou com a tia Franciane pelo telefone (65) 99315-7919.
 

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