Menu
FARMÁCIA_CENTROFARMA_FULL
sexta, 20 de setembro de 2019
CÂMARA BONITO SETEMBRO
Busca
DENTAL ART
Brasil

Luta contra o analfabetismo é desafio para o MEC

27 Out 2004 - 17h07
Aumentar a escolaridade e a velocidade do estudo, sair da "agenda da culpa" e priorizar estados e municípios para fazer os analfabetos continuarem os estudos após se alfabetizarem. Essas são as principais medidas defendidas pelo secretário de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (Secad/MEC), Ricardo Henriques, para combater o analfabetismo no Brasil.

O País tem 16,2 milhões de analfabetos absolutos, 33 milhões de analfabetos funcionais e 65,9 milhões de pessoas, acima de 15 anos de idade, que não concluíram o ensino fundamental. O maior número de analfabetos vive em São Paulo, Bahia e Minas Gerais, mas as maiores taxas de analfabetismo - entre 20% e 33% - estão nas regiões Norte e Nordeste, superando a média nacional, que é de 13% de jovens e adultos, acima de 15 anos, que não sabem ler e escrever.


"No Sul, onde estão os menores índices, o percentual de analfabetos está acima do desejado", disse o secretário Ricardo Henriques. Ele fez um diagnóstico da necessidade de alfabetização de jovens e adultos no Brasil, no Fórum das Estatais pela Educação, ontem, 26, em Brasília. "É a fotografia do nosso desafio", disse.

O diagnóstico revela elevada intensidade do atraso educacional, fruto da alta desigualdade e concentração de renda. "A taxa de reincidência no analfabetismo - quem se alfabetiza, pára os estudos e volta quase à situação anterior - é alta mesmo entre os jovens", disse. "Nos últimos 20 anos, a taxa de analfabetismo no Brasil vem caindo, mas em velocidade baixa.

Se não aumentarmos a velocidade, em 2015, teremos índice igual ao do atual analfabetismo no Chile e, em 2020, semelhante às taxas, hoje, da Argentina e Uruguai", disse Henriques.
Para combater o problema, o MEC tem tomado importantes medidas. Em vez de convênios e repasse de recursos a ONGs, prioriza a transferência direta de recursos a estados e municípios no programa Brasil Alfabetizado e Educação de Jovens e Adultos (EJA).

O ministério estipulou piso de R$ 120 aos alfabetizadores mais R$ 7 por aluno alfabetizado e aumentou o período de alfabetização de seis para oito meses. Também vai criar um sistema de avaliação do Brasil Alfabetizado para saber como se desenvolve o processo e o impacto do programa nos estados. O MEC está liberando,ainda, aos alfabetizados, cartilha sobre Direitos Humanos, além de ter convênio com o Sesi e o Ministério da Saúde para distribuir óculos aos alunos com problemas de visão.


Fórum - O Fórum das Estatais, presidido pelo ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, tem a coordenação executiva do ministro da Educação, Tarso Genro. O Fórum tem quatro eixos: alfabetização e inclusão social; aprimoramento da qualidade da educação básica (Escola Aberta); ampliação do ensino técnico e profissional (Escola de Fábrica); e fortalecimento e expansão da educação superior pública (apoio à pesquisa e extensão entre instituições federais de educação superior e estatais). As Câmaras Temáticas se baseiam nesses eixos.

Ontem ocorreu a primeira reunião da Câmara Temática da Alfabetização e Inclusão Social; em 23 de novembro, será realizada a reunião da Câmara de Educação Básica; no dia 14 de dezembro, a da Educação Profissional; e dia 22 de fevereiro, a da Educação Superior.

Ações - O secretário executivo adjunto do MEC, Jairo Jorge, e representantes das estatais e de outros órgãos do ministério participam do encontro. O secretário executivo do Fórum e reitor da Universidade do Pará, Alex Fiúza, destacou que o evento não pode ser estrutura paralela de poder. "É um espaço de sinergia entre o governo e estatais", disse. Segundo ele, de todos os desafios, a educação é o maior, inclusive para o futuro das estatais e "o Fórum não será soma de interesses, mas síntese dos interesses".

Fiúza propôs que as ações do Fórum se desencadeiem em quatro sentidos: as estatais possam agregar apoio a programas do MEC; o MEC potencialize as boas iniciativas de educação das estatais; as estatais, entre si, evitem o paralelismo e aperfeiçoem programas; e sejam criados projetos inovadores para dar um salto na educação.


"É um Fórum de inteligência e aprendizado. Educação não é questão só do MEC, mas de todo o Estado", afirmou Fiúza. Ele lembrou que não será de uma reunião que surgirão grandes idéias, mas da criação de grupos de trabalho que sistematizem propostas e reflexões em encontros para a melhoria da educação no País. Disse ainda que o Fórum precisa ter credibilidade e visibilidade para transformações profundas.
 
O Pantaneiro

Deixe seu Comentário

Leia Também

ACIDENTE GRAVE
Acidente com van escolar deixa dez crianças feridasí; duas estão em estado grave
NOVELA GLOBAL
Em 'A dona do pedaço', Rock é dopado, perde luta e Paixão é anunciado campeão
TRAGÉDIA NA CIDADE
Assassinato de 3 pessoas e um suicídio assusta moradores de cidade
MORTE TRAGICA
Mulher morre após ter 98% do corpo queimado ao acender churrasqueira
CRIME DESVENDADO
Autor do Crime da Mala é identificado 11 anos depois por exame de DNA
FAMOSIDADES
Neymar paga salário de quase R$ 50 mil por mês para cada parça
ATENTADO NA ESCOLA
Aluno esfaqueia professor em escola e se fere em seguida; aulas são suspensas
CAMPO BELO RESORT
Atenção Escolas, o Campo Belo Resort é o lugar perfeito para receber grupo escolar, VEJA COMO
FÁTIMA DO SUL - CACAU SHOW
Surpreenda quem você ama com lindas cestas na Cacau Show de Fátima do Sul
FALAM EM MILAGRE
Túmulo que verte água em cidade do Paraná intriga moradores. Não há explicação