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Fátima do Sul, 21 de Outubro de 2017
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25 de Novembro de 2004 07h21

Lula pede calma e consciência ao PMDB

 

À frente das negociações para reorganizar a base que sustenta o seu governo no Congresso, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu hoje "calma e consciência com o que o PMDB está fazendo". Ele se referia à ameaça de rompimento do partido com o governo, que será definida numa convenção nacional, em dezembro.

A declaração do presidente foi um dos principais pontos do discurso que fez hoje para 64 dos 76 deputados do partido, num almoço promovido pelo ministro Eunício Oliveira (Comunicações), filiado ao PMDB. O encontro durou cerca de duas horas. Dos 12 deputados ausentes, 11 eram do Rio de Janeiro, braço do partido liderado pelo ex-governador Anthony Garotinho, que defende a cisão.

Além do ministério das Comunicações, o PMDB comanda a pasta da Previdência Social. Possui a maior bancada do Senado, com 23 cadeiras, e 76 deputados na Câmara, a segunda maior da Casa.

Um dos principais aliados do governo dentro da sigla, o presidente do Senado, José Sarney (AP), afirmou ao deixar o encontro que o PMDB saiu fortalecido e "estou cada vez mais convencido que o partido não sairá do governo".

De acordo com relatos de deputados presentes, Lula também fez uma "autocrítica" sobre a articulação do PT nas eleições municipais. Disse, por exemplo, segundo os deputados, que "Genoino [José] e Luizianne [Lins] erraram", em referência ao atrito entre a prefeita eleita de Fortaleza e o presidente do PT.

Luizianne concorreu sem o aval da direção do partido, que apoio o candidato do PC do B, deputado Inácio Arruda. A candidatura de Luizianne, entretanto, decolou e ela acabou vencendo a eleição.

Segundo os deputados, Lula estava bem-humorado, fez brincadeiras com alguns presentes, especialmente com o líder do governo na Câmara, Professor Luizinho (SP). Quando Luizinho começou seu pronunciamento, Lula sugeriu que ele usasse um banquinho.

Além de Lula e de Luizinho, discursaram na reunião os ministros Eunício Oliveira e Aldo Rebelo (Coordenação Política), o líder do PMDB na Câmara, José Borba (PR), e o presidente do PMDB, deputado Michel Temer (SP).

Michel Temer defendeu a realização da convenção nacional do partido. "No começo, a ambigüidade interessava ao PMDB, mas agora não mais", disse. Após o pronunciamento de Temer, o deputado Geddel Vieira Lima (BA) chegou a aplaudir e foi repreendido pelo presidente do partido.

Segundo o deputado Darcísio Perondi (RS), Temer deixou claro que o resultado da convenção será definitivo. "Se a oposição perder, terão de se enquadrar e apoiar o governo, mas se ganharem, os ministros terão de se enquadrar."

O pronunciamento de Aldo abordou a "pluralidade" das urnas que, segundo ele, demonstrou que a "coalizão" dos partidos é fundamental para a governabilidade. Segundo o ministro, Lula não falou de novos cargos para o partido na Esplanada dos Ministérios.

Borba fez um balanço das votações nos dois anos de governo Lula. Disse que das 77 votações em 2003, o PMDB votou com o governo em 75. Neste ano, de 29, votou 25.

 

Folha Online

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