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Lula admite problemas em programas sociais

27 Out 2004 - 10h58
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva admitiu hoje que possam haver "desvios" em programas sociais como o Bolsa-Família e o Fome Zero, mas defendeu as duas iniciativas do governo federal e também o ministro Patrus Ananias (Desenvolvimento Social). As declarações ocorrem após a publicação de reportagens que apontaram problemas no cadastro dos beneficiados pelo programa.

Segundo ele, o governo não viu as denúncias como uma coisa negativa, mas como um sinal de que não se pode abrir mão do controle social das políticas públicas devido à incapacidade de fiscalização do governo.

"Até um supermercado importante como o Pão de Açúcar trabalha com a possibilidade de 1% de roubo. Imagina num programa que tem 5 milhões de cartões. Pode ter desvios, sim", disse o presidente.

Ele comparou também as fraudes no programa com um caso de pedofilia descoberto pela Polícia Federal, em que uma mãe havia colocado a foto de uma criança na internet. "Se tem uma mãe capaz de fazer isso, é possível que tenha uma pessoa que não precise e se inscreva em um programa desses", afirmou.

Lula disse que as reportagens sobre as fraudes mostraram que há pessoas "no nosso meio" que estão cometendo erros e que precisam ser punidas e dividiu a responsabilidade do cadastramento das famílias com as prefeituras. "Os prefeitos sozinhos não dão conta de um programa dessa magnitude", disse Lula.

Apesar de dizer que o governo precisava "fazer a lição de casa" para garantir o cumprimento das metas do Bolsa-Família, o presidente saiu em defesa do ministro Patrus Ananias, responsável pelos programas sociais do governo. "Meu companheiro Patrus, nós temos muito trabalho. Quero que você saiba que eu sou seu parceiro em navegar por mares revoltos ou não", disse Lula durante reunião do Consea (Conselho de Segurança Alimentar).

O governo pretende encerrar o ano com 6,5 milhões de famílias cadastradas e terminar o seu mandato, no final de 2006, com 11 milhões de famílias.
 
 
Folha Online

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