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Lucro do Bradesco cresce 25,8% até setembro e supera R$ 2 bi

28 Out 2004 - 17h15
O Bradesco anunciou hoje que registrou lucro líquido de R$ 2,002 bilhões nos primeiros nove meses do ano, 25,8% superior ao de igual período do ano passado. Trata-se do maior resultado obtido pelo banco no período de janeiro a setembro, segundo informações do presidente do grupo, Márcio Cypriano.

No terceiro trimestre o lucro do banco alcançou R$ 752,3 milhões, o que mostra um crescimento de 17,3% em relação ao segundo trimestre de 2004 e avanço de 33% na comparação com igual período do ano passado.

O resultado do terceiro trimestre supera as estimativas feitas por analistas da consultoria Thomson Financial, de lucro próximo a R$ 678 milhões.

O presidente do Bradesco destacou três fatores que tiveram forte contribuição com o desempenho do período: aumento da carteira de crédito, crescimento das receitas de serviços e redução nas despesas com provisões para devedores duvidosos.

Crédito

A carteira de crédito do Bradesco teve expansão de 13,6%, em comparação ao final de setembro de 2003, e totalizou R$ 60 bilhões. Essa expansão foi "puxada", basicamente, pela maior demanda de operações de empréstimos em reais.

No terceiro de trimestre, o crescimento da carteira foi estimulado principalmente por empréstimos à micro, pequenas e médias empresas.

Tarifas

As receitas de prestação de serviços --que inclui ganhos com tarifas-- somaram R$ 4,149 bilhões até setembro, expansão de 26,4% em relação a setembro de 2003. Na comparação trimestral, o avanço foi de 5,8%.

Segundo Cypriano, o crescimento das receitas de serviços é um reflexo do aumento na base de clientes e das operações.

O Bradesco alcançou a marca de 15,3 milhões de correntistas, sendo 14,3 milhões de pessoas físicas e um milhão de jurídicas. Além disso, conta com 32,1 milhões de contas de poupanças.

Devedores duvidosos

As despesas com provisões para devedores duvidosos somaram R$ 1,553 bilhão nos nove primeiros meses deste ano, valor R$ 445 milhões inferior ao de igual período do ano passado.

Houve diminuição também no índice de inadimplência no período, de 5,5% para 4,2%. "A queda na inadimplência ocorreu basicamente devido à maturidade na concessão de crédito", disse Cypriano.

Os ativos do grupo eram de R$ 179,7 bilhões ao final de setembro, 9,3% superior a igual período do ano anterior. O patrimônio líquido somava 14,7 bilhões.

Outros bancos

O Bradesco é o segundo banco privado brasileiro de grande porte a divulgar os números referentes ao terceiro trimestre. O primeiro foi o Santander-Banespa, que lucrou R$ 385,29 milhões de julho a setembro, acumulando R$ 1,251 bilhão nos primeiros nove meses de 2004.

O Itaú divulga resultados no dia 9 de novembro e o Unibanco no dia 11.
 
Folha Online

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