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Leia o artigo “Professores: Verdadeiros Heróis”, por Wagner Cordeiro

21 Out 2010 - 18h30Por Wagner Cordeiro

PROFESSORES: VERDADEIROS HERÓIS

 

Wagner Cordeiro Chagas

Exerço com muito orgulho o cargo de professor há 1 ano e 7 meses e nesse curto espaço de tempo percebo as diversas faces desta que é uma das mais antigas profissões da história humana.

 

 

Lembro-me bem do período em que fazia o terceiro ano do Ensino Médio na Escola Estadual Vila Brasil de minha Fátima do Sul, quando nas conversas com os colegas de classe dizia que pretendia prestar vestibular para o curso de História, muitos não concordavam e falavam: “Ah não, professor. Você é muito corajoso, eu que não quero essa profissão”.

 

 

Respeitei as opiniões dos amigos, mas não desisti do ideal de cursar a graduação que sempre tive paixão. Inicie minha carreira em 2009 e não me arrependo do projeto que venho construindo para minha vida.   

 

 

Ser professor (a) é algo que exige, antes de tudo, dedicação e amor ao que se faz, pois são inúmeros os desafios existentes no dia-a-dia. Imagine você viver uma rotina como esta: acordar de manhã, arrumar-se, ir à escola, iniciar a aula com um semblante alegre, exercer as atividades exigidas e em muitos casos ter de encarar desafios como: indisciplina, falta de interesse e até desrespeito a autoridade do professor por parte de alguns alunos (as). Chegar em casa preparar-se para outra jornada, no caso dos períodos vespertino e noturno. Realizar cursos de capacitação, acompanhar reuniões nas escolas, além de ter de cuidar da família (como ocorre com a maioria destes profissionais). Realmente não é fácil.

 

 

Infelizmente, a vida de boa parte dos professores (as) atualmente não é um mar de rosas. Pesquisas realizadas comprovam que é cada vez maior o índice de mestres que se afastam da sala de aula por algum motivo de saúde. Salas superlotadas, carga horária de trabalho excessiva, problemas para resolver na família, dentre outros, tem sido motivo de tantos pedidos de licença.

 

 

Por outro lado, o número de jovens que pensam em ingressar no magistério é cada vez menor. Se perguntarmos numa turma de último ano de Ensino Médio quem quer ser professor, será um milagre se encontrarmos um aluno que se candidate. As condições de trabalho, aliados aos bons salários e outras vantagens de outros setores, atraem mais a juventude do que a carreira docente no ensino básico.

 

 

Em relação à questão salarial do magistério, eis aqui um motivador de grandes lutas. O estado de Mato Grosso do Sul, entre os anos 1980 e 1990, é um bom exemplo de como foram os embates entre os docentes e os governos estaduais para que se cumprisse o pagamento em dia dos baixos salários pagos a essa categoria. Hoje, apesar do governo federal, por meio de pressão das lutas sindicais, ter criado o piso salarial nacional dos professores, ainda existem estados da federação que ousam em não cumprir o que a lei ordena.

 

 

Apesar da persistência dessas realidades, é necessário esclarecer que muitos avanços ocorreram nas condições de trabalho dos professores (as) brasileiros (as). No entanto, para que se possa avançar ainda mais, a área da educação precisa urgentemente ser destacada como prioridade, não de governo, mas de Estado.

 

 

Se quiserem realmente levar o Brasil ao caminho do desenvolvimento sustentável e da justiça social, o próximo governante deste país, independente de quem vença o 2º turno do pleito no próximo dia 31 de outubro, deverá olhar com muita atenção este setor. Educação não se faz somente com investimentos em grandes prédios, equipamentos de última geração, uniformes escolares e materiais novos, mas, sobretudo naquele (a) que é a peça fundamental da transmissão e construção do conhecimento: o PROFESSOR (A).

 

 

PARABÉNS A TODOS NÓS, PEÇAS-CHAVES NA CONSTRUÇÃO DE UMA SOCIEDADE JUSTA E HUMANITÁRIA. 

 

 


Professor de História em Fátima do Sul-MS, licenciado pela FCH/UFGD. Pós-graduado (Especialização) em História da Educação pela FAED/UFGD e fatimassulense da gema. E-mail: wc-chagas@hotmail.com

 

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