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Fátima do Sul, 19 de Outubro de 2017
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29 de Julho de 2004 07h45

Leia o artigo de Antonio Néres

QUEM ESTÁ FORA DO VASTÍSSIMO ROL DOS EXCLUÍDOS?

 


*Antonio Néres

A exemplo de certas artes marciais, a estratégia gramscista para conquista da hegemonia utiliza a força do adversário contra ele mesmo. Numa das aplicações dessa técnica, os opositores são levados, sem o perceber, a incorporar e a difundir seu vocabulário e seus conceitos. É o que acontece, por exemplo, com a vulgarização do emprego da palavra coletivo como sinônimo de social, de igualitário como sinônimo de justo e de excluído como sinônimo de pobre.

Desde os tempos bíblicos, pobre é definido como pobre. Mas ninguém extrai dessa palavra a idéia de que o pobre é pobre porque o rico é rico. Já a palavra excluído serve esplendidamente à lógica marxista na medida em que arrasta consigo o seu contraditório: se existe excluído é porque existe incluído. E o passo seguinte, embora equivocado, é facilmente aceito pelos tolos: o excluído é excluído porque o incluído o quer do lado de fora. E está pronta toda a saliva necessária para o discurso pela luta de classes.

A etapa subseqüente envolve a classificação e a ampliação do leque dos excluídos. Quem são eles? Ora, ora, essa parte do trabalho já está feita e todo mundo sabe. São excluídos: o conjunto dos trabalhadores da classe média para baixo, os não-brancos, as mulheres, os jovens, os idosos, os homossexuais, os enfermos, os deficientes físicos e os presidiários. Estabelecida a classificação, o processo avança no sentido de - pelo viés do conflito - organizar tais grupos e infundir-lhes o ódio social e político contra aqueles aos quais é atribuída a culpa pela sua exclusão.

Agora, responda: quem está fora do vastíssimo rol dos excluídos? Qual é o lado de dentro nesse discurso? Ou, melhor ainda, quem é o incluído padrão, o opressor padrão? É o que sobra: todo homem branco, dos 30 aos 50 anos, da classe média para cima, saudável, respeitador da lei, e que gosta de mulher. Esse filho da mãe, esse descarado mau-caráter, usurpador do espaço alheio, é o inimigo público número 1, origem dos males da Pátria, objeto de toda revolta, vilão a ser banido pela luta de classes para futura felicidade geral da Nação.

*O autor é radialista e jornalista([email protected])

 

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