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Leia o artigo A “língua boa”, por Filipe Gattino

12 Jul 2010 - 18h00Por Filipe Gattino Nogueira

A “LÍNGUA BOA”

 

 

Algo que me intriga profundamente quando leio sobre o início da colonização no Brasil é a forma de comunicação estabelecida entre os primeiros portugueses e os nativos que aqui viviam. Na maioria dos livros didáticos de História este tema passa batido ou é tratado de maneira muito superficial.

 

 

Levou muitos anos para que portugueses e nativos pudessem estabelecer uma comunicação satisfatória e para isso uma “língua alternativa” foi criada.

 

 

José de Anchieta, o missionário jesuíta que chegou ao Brasil em 1553, foi responsável por escrever a gramática e o vocabulário de um novo idioma, no qual, portugueses e nativos eram capazes de compreender. Posteriormente, os jesuítas disseminaram o nheengatu, também chamada de “língua geral brasílica”, ou “língua boa”, do sul do país ao Amazonas.

 

 

A necessidade de uma uniformização lingüística surgiu devido à grande diversidade de línguas faladas entre os indígenas. Essa diversidade se apresentava mesmo em pequenos deslocamentos de poucos quilômetros território adentro. Alguns estudiosos asseguram que existiam mais de 800 línguas diferentes quando os portugueses aqui aportaram.

 

 

Pode-se dizer que os portugueses que aqui chegaram também sofreram um processo de aculturação. Do ponto de vista da comunicação, em alguma medida eles foram colonizados, acrescentando ao seu vocabulário palavras da “língua boa”.

 

 

Essa profunda integração com o povo nativo do Brasil levou os jesuítas ao bilingüismo. Quando foram expulsos do Brasil em 1757, seguiu-se a proibição do uso do nheengatu e a obrigatoriedade do português como língua oficial. No entanto, a “língua boa” deixou uma pequena mostra no nosso vocabulário moderno como as palavras, bichano, choupana, jacaré, mingau, peteca, toró e muitas outras.

 

 

 

         Filipe Gattino Nogueira

 

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