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Brasil

Leia a coluna “O cocô do passarinho”, por A. J. Rettenmaier

6 Ago 2010 - 18h00Por A. J. Rettenmaier

O COCÔ DO PASSARINHO 

 

 

 

 

 

Certamente vocês dirão que está faltando inspiração para que resolva escrever sobre o cocô de um passarinho. Ou melhor, vamos falar então do cocô dos passarinhos, porque dificilmente nos damos conta de que seja de que espécie for, o trabalho simples do mais simples dos pássaros, é o maior responsável de ainda termos algum oxigênio para respirar. E nós bem que temos tentado acabar com eles, mas ainda, prestem atenção nisto, ainda, não conseguimos.

 

Nossos amigos têm a mania de todos os dias ingerirem todos os tipos de frutas, brotos, e sementes, até incomodando quando devoram nossas laranjeiras, bergamoteiras, ameixeiras, macieiras, pitangueiras, amoreiras e tantas outras. Mas, de repente e quando menos esperamos, encontramos em algum terreno baldio ou mata mais fechada, ou até mesmo em nosso jardim, horta ou quintal, uma árvore frutífera, para lá levada no cocô do passarinho.

 

Nós, os poderosos seres humanos, normalmente somos incapazes de registrar ou reconhecer a importância desse cocô, mas somos capazes de criar nuvens, que deixamos cada dia mais carregadas, mais densas e pesadas, que se transformarão para nossas vidas verdadeiras tempestades, que quando desabam sobre nossas cabeças, somos ainda capazes de reclamar e perguntar com o ar de inocente, de onde saíram tantos raios? Quando as nuvens nos caem, somos capazes de ainda com ar de tristeza e revolta dizer... É... Está chovendo!

 

Mesmo envoltos no temporal de nossas próprias nuvens e descargas de nossos caprichados raios, somos capazes de perguntar por que a tempestade cai sobre nós e ninguém mais!

 

Apesar de tudo isto, como seres humanos inteligentes e esquecidos que somos, temos a capacidade de ainda conseguir ignorar aquele passarinho que em algum momento de algum dia de nossas vidas, fez cocô nas nossas cabeças, e as limpamos sem dar a importância, que agora sentimos que teria.

 

Se algum passarinho fizer cocô na sua cabeça, lembre que pode haver ali uma semente para o seu futuro.

 

 

 

Antonio Jorge Rettenmaier, Escritor, Cronista e Palestrante, membro da AGEI, Associação Gaúcha dos Escritores Independentes. Esta coluna está em 70 jornais impressos e eletrônicos do Brasil e Exterior.

 

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