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9 de julho de 2010 11h10

Leia a coluna Fala Sério! Estamos roubando, de nós mesmos ...

Fátima News com assessoria

E o pior é que não é nada pouco, a cada, cada hora, cada minuto, cada fração dos segundos.

Como sempre somos mais práticos na hora de sermos cegos por não querer enxergar a realidade, nos fazermos de surdos para não ouvir a verdade, e ficarmos mudos ao fingirmos que não é nada com a gente e por isso nada precisamos dizer.

Mas a grande verdade é que sempre tarde demais nossos olhos sentirão o vento frio lhes bater e fazer com que por causa deles role talvez alguma lágrima, que nossa consciência ou remorso nos faça ensurdecedor barulho nos ouvidos, mas mesmo assim a falta de coragem ou medo da vergonha nos faça continuar calados, porque já nos acostumamos a roubar de nós mesmos, e o que está feito, feito está.

Como seres humanos que somos e com direito a errar, também temos o direito de continuar e manter nosso erro, porque afinal de contas, nascemos assim e assim vamos morrer, ora! Não diz o ditado que pau que nasce torto morre torto? Então porque mudar, e se alguém nos quiser assim, que assim seja! E amém!

Ora... Se não conseguir ser amado e feliz, a culpa nunca será nossa, mas de quem não soube nos amar como somos e principalmente, não soube entender que esse é o nosso jeito de amar, de ser, de fazer e viver.

Que mudem os outros, porque nós, não queremos e não vamos mudar. Se alguém nos quiser assim, como amigo, amante, companheiro, tudo bem. Se não, pode ir, porque outros deverão aparecer e depois também nos deixar, já que na certa este estoque jamais irá acabar, e mesmo que um dia chegue ao fim, é porque todos quiseram deixar, porque nós, ora bolas, só vamos enxergar o que quisermos ver, ouvir o que tivermos vontade de ouvir, e nada dizer por que é mais fácil calar, e continuarmos cegos e surdos na mudez que para a vida resolvemos colocar.

E também não importa que estejamos roubando de nós mesmos, a cada dia, cada hora, cada minuto, cada fração dos segundos e a estes então, desprezamos como se fossem moedas de pouco valor, esquecendo que estes mesmos centavos poderão nos faltar no dia em que precisarmos dá-los de troco pela felicidade que a vida nos ofertar!

Antonio Jorge Rettenmaier, Cronista, Escritor e Palestrante, membro da AGEI, Associação Gaúcha dos Escritores Independentes. Esta coluna está em mais de setenta jornais impressos e eletrônicos no Brasil e Exterior.

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