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Lei do Abate: Nenhum caça do MS foi acionado ainda

18 Out 2004 - 11h07
Entrou em vigor nesse domingo a "Lei do Tiro de Destruição", também chamada de "Lei do Abate". Publicada no Diário Oficial da União há três meses, a lei foi criada para combater a rota aérea do narcotráfico.

Maracaju (MS) - Aeronaves que entrarem no espaço aéreo brasileiro sem se identificar e forem consideradas suspeitas, estão sujeitas ao tiro de destruição, mas antes há uma série de etapas que devem ser cumpridas pelos pilotos dos caças encarregados dessa missão. Um dos esquadrões que atuam na segurança do espaço aéreo nacional é o Esquadrão Flecha, com sede em Campo Grande. Nesse domingo, nenhum caça foi acionado.

Os aviões no pátio e pouca movimentação na base aérea. Depois de tanta espera, a lei do tiro de destruição entra em vigor num domingo nublado e calmo. Apenas pousos regulares dos aviões comerciais e de aeronaves pequenas. No primeiro dia de vigência da lei do tiro de abate, o Comando da Aeronáutica em Brasília não autorizou a entrada da imprensa na Base Aérea de Campo Grande para acompanhar a expectativa do Esquadrão Flecha. Os pilotos estão em alerta e os aviões preparados para decolar a qualquer momento.

No país são mais de 200 pilotos preparados para os vôos de identificação e para abater aviões. Aviões sem plano de vôo e suspeitos de transportar que tenham invadido o espaço aéreo podem ser derrubados. Mas até o tiro de destruição, são oito tentativas de identificação. Da conversa pelo rádio, a escolta, tiros de alerta e por fim o tiro de destruição.

“Pilotos honestos não tem o que temer com a lei. Dificilmente será preciso derrubar as aeronaves”, disse o ministro José Viegas, em visita ao Estado na última semana. Por via das dúvidas, os aviões do esquadrão flecha estão preparados. As metralhadoras nas asas podem disparar mil tiros por segundo. Os pilotos não podem ser filmados ou identificados por medida de segurança. Só esse ano mais de dois mil aviões já invadiram o espaço aéreo brasileiro.

Em visita a Mato Grosso do Sul, na semana passada, o ministro da defesa, José Viegas, anunciou que está sendo lançada uma campanha de informação aos pilotos sobre o funcionamento da "lei do abate". Panfletos e cartazes vão ser distribuídos pela Força Aérea Brasileira. Os principais pontos de divulgação da campanha vão ser os postos de abastecimento dos aviões.

 

 


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