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4 de Agosto de 2004 16h10

Laboratório vai fortalecer combate à fraude nos combustíveis

A caça aos combustíveis adulterados no Estado recebeu um reforço na manhã desta terça-feira. A Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) inaugurou ontem o primeiro laboratório de análise de combustíveis.

Funcionando no Departamento de Química, a unidade recebeu investimentos de R$ 1,65 milhão do Fundo Setorial de Petróleo (CTPetro) e da iniciativa privada e passa agora a ser uma das referências na região Centro-Oeste para análises de álcool, gasolina e óleo diesel, bem como de outros derivados de petróleo.

“Este laboratório chega para melhorar a qualidade dos produtos e serviços oferecidos à cidadania sul-mato-grossense e está inserido dentro da nossa visão de governo que as ações na área de ciência e tecnologia são ferramentas básicas para alavancar o desenvolvimento do Estado”, disse o vice-governador e secretário Egon Krakhecke (Planejamento, Ciência e Tecnologia).

Do total investido no laboratório, R$ 300 mil foram aplicados na construção de um prédio de 270 metros quadrados. O restante dos recursos foi empregado na aquisição de equipamentos, todos importados.

“Estamos batalhando pela implantação deste laboratório desde 2000 e estamos muito satisfeitos porque agora poderemos fazer algumas análises que antes não tínhamos condições”, afirma o professor garante o professor Luiz Henrique Viana, coordenador do laboratório.

Um dos equipamentos adquiridos foi o cromatógrafo, que permite levantar cada componente presente em uma amostra de gasolina. Os pesquisadores Fernando Faria Pires e Jorge Raposo Júnior, estudantes do mestrado de Físico-Química da UFMS e que vão trabalhar na nova unidade, demonstraram algumas das aplicações práticas da ciência de ponta na defesa do consumidor.

“Em poucas palavras, podemos saber em pouco tempo se o combustível está fora das especificações legais, se foi adulterado e qual é a exata composição das amostras”, explicou Raposo Júnior.

No caso da gasolina as fraudes ocorrem ou na proporção na quantidade de álcool, cujo percentual de mistura aceito é de até 26%, ou na adição de solventes. De acordo com os pesquisadores, a alteração no teor de álcool não é prejudicial ao conjunto mecânico do veículo, mas os solventes causam diversos desajustes tais como entupimento das válvulas, desgastes nas velas, corrosão em diversas partes e aumento de consumo. No primeiro caso, os danos são causados ao bolso do consumidor, que enche o tanque com menos gasolina do que está comprando.

No mapa da qualidade – Para o promotor Clóvis Smaniotto, da Unidade de Combate a Organizações Criminosas (Unicoc), o novo laboratório é um aliado importante no combate às quadrilhas que atuam na adulteração de combustíveis, pois traz rapidez às autoridades.

“Hoje a fiscalização da ANP (Agência Nacional de Petróleo) leva as amostras para o Rio ou Brasília e há uma demora muito grande e essa demora permite que a gasolina adulterada seja vendida e, na maioria das vezes, os responsáveis saiam impunes”, avaliou Smaniotto.

Para garantir esta agilidade reclamada pelo Ministério Público, a coordenação do laboratório de análise de combustíveis está trabalhando para firmar até o final do ano um convênio com a ANP para que a unidade de pesquisa inaugurada hoje entre no mapa de referência da agência, como já acontece com outros estados que já contam com os seus laboratórios similares.
 
 
Agência Popular
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