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Brasil

Juro para empresa está em 13,5% há mais de 10 anos

25 Jun 2007 - 13h26
O spread bancário para as pessoas jurídicas é de 13,5% há mais de dez anos, porcentual que representa mais da metade do custo de um financiamento bancário. A afirmação está no documento "Redução consistente do spread bancário requer ações coordenadas e do foco na execução", que a CNI (Confederação Nacional da Indústria) divulga nesta segunda-feira. Spread bancário é a diferença das taxas de juros entre a captação (quanto os bancos pagam para obter os recursos) e o tomador final (o juro cobrado no empréstimo ao cliente).

Segundo a CNI, esta diferença se mantém ao longo dos anos apesar de algumas mudanças, para melhor, nos fundamentos macroeconômicos, "o que propiciou volumes recordes de captação de longo prazo por grandes empresas, com destaque para emissões de debêntures e de ações na bolsa." Mas a evolução do mercado de crédito não teve o mesmo desempenho, destaca o estudo.

"O custo do crédito continua elevado, sobretudo para pequenas e médias empresas, a despeito de mudanças importantes como: a) a menor volatilidade da taxa básica de juros; b) a maior solidez do sistema bancário nacional, refletida em índices de Basiléia bem acima dos patamares perseguidos internacionalmente; e c) a contínua expansão do volume de recursos intermediados - que superou o patamar de 30% do PIB, nível mais elevado em dez anos".

Ou seja, de acordo com o documento, além de conviver há anos com a mais alta taxa básica de juros do mundo, em termos reais, a economia brasileira se destaca pelos níveis excepcionalmente altos de spread bancário, afirma a confederação. "Embora comparações internacionais das taxas de spread sejam um tanto imprecisas, dados do Fundo Monetário Internacional (FMI) indicam que esse custo da intermediação financeira no País tende a ser pelo menos duas vezes maior do que os observados em países vizinhos como a Argentina e a Bolívia, ou em outros países emergentes, como a Malásia e o Vietnã", diz o estudo.

Em setembro do ano passado, o governo anunciou um pacote de medidas para estimular a eficiência no mercado de crédito bancário. Desde então, de acordo com a CNI, duas das mais promissoras ações - a conta salário e o cadastro positivo de crédito - tiveram suas implementações adiadas. "Além disso, não foram contempladas medidas substantivas de desoneração tributária ou de relaxamento nas exigências de recolhimentos compulsórios - mecanismos de controle da liquidez bancária, fixados desde 2003 em patamares extraordinariamente elevados. O impacto desse conjunto de medidas sobre o nível dos spreads foi nulo."

 

 

Agência Estado

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