Menu
SADER_FULL
sexta, 23 de agosto de 2019
LIMIT ACADEMIA
Busca
AGÊNCIA BONITO THIAGO
Brasil

Juiz vai retomar depoimentos do Caso Campina Verde

20 Abr 2007 - 04h50
Despacho do juiz federal Odilon de Oliveira, publicado hoje no Diário Oficial, dá prazo de três dias para que sejam apresentados à Justiça os dados das testemunhas de defesa de quatro dos envolvidos no caso Campina Verde, como ficou conhecido o processo que investiga um poderoso esquema de lavagem de dinheiro e sonegação fiscal liderado pela cerealista que deu nome ao escândalo, sediada em Dourados.
O despacho determina que os advogados de Nilton Fernando da Rocha, o patriarca da família dona da Campina Verde, e outros três acusados de envolvimento no esquema, Israel Santana, Aldecir Pedrosa e José Mauro Cândido de Almeida, se manifestem, dentro de três dias, sobre testemunhas indicadas por eles e que não foram localizadas, para que sejam marcados os depoimentos.

É um passo que significa a retomada do processo, que ficou parado desde agosto do ano passado, depois que os advogados de Nilton Rocha e dos filhos dele, Fernando e Aurélio, também réus no caso, conseguiram no STF (Supremo Tribunal Federal) uma decisão que trancou a ação enquanto não fosse julgando um pedido de habeas corpus para os Rocha. O pedido foi julgado em fevereiro, liberando o trâmite do processo. Decorrido o prazo dado hoje pelo juiz, ele deve marcar a audiência para ouvir as testemunhas de defesa e depois o caso segue para as alegações finais dos advogados e para a sentença.

As testemunhas de acusação foram ouvidas em fevereiro do ano passado. O magistrado chegou a iniciar os depoimentos das 75 elencadas pela defesa, em março, mas acabou não concluindo essa fase do processo, que teve a paralisação decretada em agosto do ano passado.

Ação liberada O desbloqueio da ação ocorreu no dia 6 de fevereiro desde ano, quando a 2ª Turma do STF julgou o habeas corpus. Na decisão, por votação unânime, os ministros da turma acompanharam o voto de Gilmar Mendes e deferiram em parte o pedido dos acusados, determinando a extinção da ação penal contra Nilton Rocha Filho em relação ao crime de sonegação fiscal, mas mantendo a acusação em relação aos demais delitos. Além da sonegação, eles são acusados de formação de quadrilha, falsificação de documento público, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.

Pai e filhos são acusados de comandar um grandioso esquema de sonegação de impostos através da abertura de empresas “laranjas”, que são os outros réus no processo, excetuando os contadores.

A estimativa do MPF (Ministério Público Federal) é que o esquema tenha desviado um valor que pode chegar a R$ 400 milhões, se for considerado o imposto não recolhido ao fisco estadual. Pelo menos 38 empresas “satélites” foram abertas pelo esquema de sonegação, segundo o MPF. Além de Nilton Rocha e dos dois filhos, outras 14 pessoas são acusadas de envolvimento com os crimes. Todos estão em liberdade.
 
 
 
Dourados News

Deixe seu Comentário

Leia Também

A CASA CAIU
Homem pede divórcio ao descobrir que não é pai de nenhum dos nove filhos
ESTADO GRAVE
Homem ateia fogo em mulher e filha de 4 anos 80% do corpo queimado
SURPRESA E FÉ
Homem que morava em uma barraca ganha casa reformada
JUSTIÇA PROPRIAS MÃOS
Suspeito de ter estuprado criança é assassinado por lideranças de bairro
ASSISTA A REPORTAGEM
Família da modelo Mylena Mendes, que morreu em acidente faz protesto no Fórum
NOVELA GLOBAL
Régis confessa que forjou DNA de Arthur em 'A dona do pedaço'
FOGO NA AMAZONIA
Macron diz que Bolsonaro mentiu, e Europa ameaça retaliar Brasil
TURISMO
Curtir a Cidade Maravilhosa com pacotes de viagens baratos
FUTEBOL - PAIXÃO NACIONAL
Uma estrutura confiável para resultados de futebol
POSSE DE ARMA
Posse de arma em toda extensão da fazenda é aprovada e segue para sanção