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Juiz adia para junho o julgamento do ex-prefeito de Sapucaia

12 Abr 2007 - 10h08

A pedido do promotor de Justiça Ricardo Rotunno, o juiz César de Souza Lima, titular da 1ª Vara de Execuções Penais da Comarca de Amambai, adiou para as 8 horas do dia 1º de junho o julgamento do ex-prefeito de Coronel Sapucaia, produtor rural Eurico Mariano, 54 anos, acusado de ser o mandante do assassinato do radialista Samuel Roman, ocorrido no início da noite do dia 30 de abril de 2004 em Coronel Sapucaia. Para requerer o adiamento do júri popular, Rotunno alegou ao magistrado que uma testemunha arrolada com o caráter de imprescindibilidade não poderia comparecer ao julgamento nesta quinta-feira.

Segundo o advogado Ricardo Trad, que faria a defesa de Eurico Mariano auxiliado pelo também advogado Flávio Fortes, a lei autoriza o adiamento do julgamento quando uma testemunha classificada de imprescindível não pode comparecer. Ele informou ao Midiamax que o Fórum de Amambai tinha pelo menos umas 150 pessoas presentes para acompanhar o julgamento e o juiz teve até de solicitar à Polícia Militar que fechasse as portas para impedir a entrada de mais pessoas.

Ricardo Trad disse que o cliente dele estava tranqüilo e pronto para o julgamento, sendo que a estratégia da defesa seria negar que o ex-prefeito mandou que o radialista fosse executado. “Ele não mandou matar ninguém, não existe provas no processo de que ele foi o mandante, tem apenas comentários e ouvir dizer”, informou o advogado.

O julgamento do ex-prefeito de Coronel Sapucaia estava marcado para a manhã desta quinta-feira no prédio do Tribunal do Júri do Fórum de Amambai, sendo que o juiz César de Souza Lima não chegou a requisitar um esquema especial de segurança. Segundo o magistrado, nenhum esquema espacial de segurança foi montado para a ocasião e a PM deveria preceder da mesma forma que em outros julgamentos realizados na Comarca, somente com um efetivo maior, tendo em vista que o plenário estava lotado.

Entenda o caso

O radialista foi assassinado com vários tiros quando chegava em casa, localizada na Avenida Flavio Derzi, região central da cidade, próxima à cidade de Capitan Bado, no Paraguai. Os autores dos disparos fugiram em direção ao território paraguaio na garupa de duas motocicletas não identificadas. As investigações do crime foram desencadeadas por policiais civis do Garras (Grupo Armado de Repressão a Roubos, Assaltos e Seqüestros).

Várias pessoas acabaram indiciadas em inquérito pelo assassinato do radialista e pelo menos dez delas, muitas agora já mortas vítimas de assassinatos, foram denunciadas pelo MPE (Ministério Público Estadual). Entre elas está Alfredo Rui Dias Arevalos, 30 anos, um dos genros de Eurico Mariano e que teria atuado na contratação dos executores do radialista, e o peão Cleiton de Andrade Segóvia, de 26 anos, que teria dado cobertura aos criminosos fazendo o emprego de uma caminhonete Nissan de cor vermelha.

Ambos estão com a prisão preventiva decretada, mas se encontram foragidos, supostamente no Paraguai, segundo a Polícia. Durante as investigações, o Garras teria chegado a conclusão que dois irmãos, Tony Rojas Gimenez e Emílio Rojas Gimenez, seriam os autores dos disparos que mataram o radialista. De acordo com a denúncia do MPE, os dois, de posse de uma pistola calibre 380 e uma pistola 9 mm, teriam aguardado a chegada de Samuel, por volta das 18h30 do dia 30 de abril, e atacado a vítima quando o radialista se dirigia para um portão lateral.

Mesmo ferido pelos primeiros disparos, Samuel Roman teria tentado escapar dos executores correndo em direção à linha internacional, mas foi seguido e acabou recebendo novos disparos. Após efetuarem os disparos, os irmãos Rojas teriam corrido em direção as duas motocicletas, uma Honda NX de cor vermelha e uma Honda Strada de cor verde, que aguardavam do lado paraguaio da fronteira e fugido para o Paraguai na garupa dos veículos que teriam sido pilotados por outros dois indivíduos também identificados e denunciados à Justiça.

Segundo a denúncia do MPE, as principais motivações que teria levado o ex-prefeito a encomendar a morte de Samuel Roman eram as freqüentes críticas que o radialista fazia à administração de Mariano e a série de denúncias que a vítima fez em relação ao contrabando de combustível do Paraguai realizado por uma empresa da qual Eurico Mariano seria sócio. Eurico nega todas as acusações.

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