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Ivan deve se defender amanhã na tribuna da Assembléia

18 Jun 2007 - 09h00

O deputado estadual coronel Ivan de Almeida (PSB) deve se defender nesta terça-feira, como prometera, na tribuna da Assembléia Legislativa sobre seu suposto envolvimento com a máfia dos caça-níqueis em Mato Grosso do Sul, desbaratada pela Polícia Federal por meio da Operação Xeque-Mate.

Até agora, o parlamentar negou as acusações por meio de nota distribuída à imprensa na semana passada, alegando não ter ligações com a operação criminosa que coloca Mato Grosso do Sul no eixo-central da quadrinha que movimentava milhões com casa de jogos denominada caça-níqueis.

Há dias, o coronel, que foi comandante-geral da Polícia Militar durante a administração do governador Zeca do PT, foi flagrado em conversa telefônica combinando o recebimento de dinheiro como parte de seu envolvimento com a máfia.

A situação de Ivan de Almeida piorou após relatório divulgado no fim-de-semana pela Polícia Federal dando conta que o deputado socialista explorava o chamado “jogo de azar” para obter dividendos financeiros.

A Polícia Federal, segundo notícia divulgada pelo jornal Nacional, da Rede Globo, no sábado, desvendou o organograma da máfia dos caça-níqueis, que tinha cinco ramificações. No inquérito, que está sendo examinado pelo Ministério Público Federal (MPF), relatório sobre o esquema aponta como agia cada um dos indiciados.

Segundo as investigações da PF, o grupo do ex-deputado Nilton Cézar Servo, era o que mais faturava com o jogo ilegal. No organograma montado pela PF, aparece Ivan de Almeida, acusado de integrar um dos grupos.

Em gravações interceptadas com autorização da Justiça, o parlamentar  aparece cobrando mais participação no faturamento dos caça-níqueis e ameaça retirar 12 máquinas que seriam suas.

Durante os seis meses de investigações a polícia descobriu que o funcionamento da máfia dos caça-níqueis tinha uma estrutura organizacional.

Peças contrabandeadas ou importadas com aparência legal. Colocação do programa, o coração da máquina, em São Paulo. E montagem dos caça-níqueis em Mato Grosso do Sul. Segundo a polícia, era assim que operava a Multiplay – uma das gigantes do jogo no Brasil.

A Multiplay é de Raimundo Romano – foragido da Operação Xeque Mate. A investigação apurou que, para negociar as máquinas, a Multiplay usava a sentença favorável à exploração do jogo de outra empresa: a Paradise Games, de Alfredo Cursino, preso na operação.

De acordo com a polícia, os dois eram os fornecedores do ex-deputado Nilton Servo. Em Mato Grosso do Sul, Nilton tinha o apoio de um advogado. Em Porto Velho, contava com o sobrinho. Em Curitiba, o sócio era um dos filhos. No litoral de São Paulo, dividia os lucros com Dario Morelli – identificado como o responsável pelo pagamento de propinas a policiais.

Nos quatro estados, o grupo faturava uma montanha de dinheiro: R$ 7,5 milhões por mês, diz a investigação. As outras organizações, de acordo com a polícia, arrecadavam entre R$ 900 mil e R$ 1,5 milhão por mês. Uma delas tinha como integrante o deputado estadual e ex-comandante da PM Coronel José Ivan de Almeida, e agia em Campo Grande. Outra, concentrava os negócios em cassinos no Paraguai. 

Nos últimos seis meses, foram apreendidos mais de mil caça-níqueis em Mato Grosso do Sul. E isso seria apenas 10% de todas as máquinas no estado. Uma parte continua em funcionamento. E a grande maioria, segundo a Polícia Federal, foi escondida pela máfia. Neste sábado, em Campo Grande, a polícia voltou a recolher caça-níqueis. O homem que fazia a manutenção delas e o dono do bar foram detidos. (Com TV Morena).

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