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9 de Dezembro de 2004 08h14

IPCA sobe em novembro com combustíveis e telefonia fixa

A inflação pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgada hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), acelerou em novembro, quando os combustíveis aumentaram e os alimentos anularam a queda que vinham apresentando.

O IPCA - índice de referência do sistema de metas de inflação - subiu 0,69%, acima da taxa de 0,44% em outubro. Economistas ouvidos pela Reuters previam em média leitura de 0,66%, sendo que os prognósticos variaram de 0,64 a 0,70%.

Os núcleos também ficaram praticamente estáveis, com leve aceleração, mas em patamares incompatíveis com as metas de inflação - levando economistas a prever nova alta da Selic na semana que vem, de 0,50 ponto percentual.

O núcleo por exclusão - sem alimentos em domicílio e preços administrados - passou de 0,55% em outubro para 0,57%. O núcleo por médias aparadas com suavização passou de 0,60 para 0,62% e o sem suavização foi de 0,55 para 0,57%.

"Temos que admitir que (os núcleos) têm vindo num patamar elevado... representam um sinal amarelo. O aperto monetário continua", afirmou Cristiano Oliveira, economista-chefe do Banco Schahin.

COMBUSTÍVEL PESA

As principais pressões sobre o IPCA de novembro vieram dos combustíveis, após o reajuste da Petrobras em 15 de outubro e aumentos em refinarias de álcool.

O preço do litro da gasolina subiu 2,56%, frente à alta de 1,45% em outubro. O do álcool combustível aumentou 11,17%, após elevação de 5,31% no mês anterior.

A gasolina teve contribuição de 0,11 ponto percentual no índice de novembro e o álcool contribuiu com 0,10 ponto.

Influenciados pelos combustíveis, subiram também os preços de passagens aéreas - em 2,86% - e de gás de cozinha - em 1,45%.

Outra pressão veio dos alimentos, cujos preços caíram 0,01% - queda inferior a de 0,23% em outubro. Em razão da reduzida oferta, o feijão preto aumentou 2,51% e o carioca, 11,25%.

"Já era esperado que os alimentos voltassem (reduzissem a queda) e os combustíveis subissem. Tudo o que vem acontecendo com outros índices vimos no IPCA", disse Alex Agostini, economista da consultoria GRC Visão.

As carnes aumentaram 1,86%, os peixes 3,47% e o frango, 2,89%. As tarifas de telefone fixo também pressionaram, com alta de 2,66%.

A maior variação do IPCA foi apurada em Brasília - 0,95% - e a menor, no Rio de Janeiro - 0,50%. Em São Paulo, o índice avançou 0,75%, ante 0,58% em outubro.

No ano, o IPCA acumula alta de 6,68% e nos últimos 12 meses, de 7,24%.

O IPCA mede a variação dos preços para famílias com renda de até 40 salários mínimos nas regiões metropolitanas de São Paulo, Rio de Janeiro, Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre, Brasília e Goiânia.

INPC

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) teve variação de 0,44% em novembro, ficando 0,27 ponto percentual acima da taxa de outubro (0,17%). Com o resultado, o INPC acumula taxa de 5,23% no ano, abaixo do percentual de 9,79% relativo a igual período de 2003.

Nos últimos 12 meses, a taxa ficou em 5,80%, pouco acima do resultado dos doze meses imediatamente anteriores (5,72%). Em novembro de 2003, o INPC teve variação de 0,37%.

De acordo com o IBGE, o grupo alimentos teve variação negativa de 0,09%, acima da taxa de outubro (-0,57%). Os não alimentícios tiveram variação de 0,67%, resultado superior ao de outubro (0,49%).

O maior índice regional foi registrado em Belo Horizonte (0,80%) e, o menor, em Curitiba (0,27%).

O INPC é calculado pelo IBGE desde 1979, se refere às famílias com rendimento monetário de 1 a 8 salários-mínimos, sendo o chefe assalariado, e abrange nove regiões metropolitanas do País, além do município de Goiânia e de Brasília.

 

 

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