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30 de Setembro de 2004 07h13

Inter tira o Santos da liderança do Brasileiro

A derrota de virada para o Inter, por 2 a 1, nesta quarta-feira, em Porto Alegre, custou ao Santos a liderança do Campeonato Brasileiro. O novo líder é o Atlético-PR, que ganhou do Vitória por 3 a 2, em Salvador, e abriu três pontos de vantagem sobre o time da Vila Belmiro: 64 a 61. Além disso, ainda igualou o número de vitórias: 19 a 19.

O jogo teve duas histórias distintas, uma em cada tempo. No primeiro, o Santos dominou completamente e fez 1 a 0. No segundo, só deu Inter, que acabou virando o placar.

Antes do jogo, a grande dúvida era saber como o time de Vanderlei Luxemburgo reagiria ao resultado do Atlético-PR no Barradão, pois a partida do rival começou quase 1 hora antes. Robinho tinha certeza absoluta de que sua equipe saberia separar uma coisa da outra. “Temos de fazer a nossa parte e esquecer o Atlético-PR”, disse o atacante do Santos.

A teoria se confirmou só nos primeiros 45 minutos. O Santos mostrou que estava completamente à vontade no Beira-Rio. Luxemburgo fechou bem a equipe quando não tinha a posse de bola. Elano e Preto Casagrande completavam bem a marcação no meio-de-campo, deixando o Inter praticamente sem opções de ataque.

Quando o Santos tinha a posse de bola, a superioridade era incontestável. Robinho, de um lado, e Deivid, de outro, assumiram a responsabilidade de comandar as jogadas ofensivas. Pelo meio, apareciam com freqüência os dois meias: Preto Casagrande e Elano, sempre com perigo.

Apesar de um certo domínio, a primeira chance de gol para o Santos saiu num erro triplo da arbitragem. Aos 14 minutos, Elano, em claro impedimento, apareceu livre diante de Clemer e se jogou. Edílson Soares da Silva marcou pênalti. Na cobrança, o terceiro erro do juiz: Clemer se adiantou e defendeu a cobrança do próprio Elano.

O gol perdido não mexeu com o emocional do time. Ao contrário: o Santos manteve a postura ofensiva e acabou recompensado, aos 33 minutos. A jogada do gol começou com um lindo toque de calcanhar de Deivid. Preto Casagrande recebeu na meia e levou (lateralmente) a bola até a meia lua, onde estava Elano. Daí até o gol, Elano só precisou de um drible de corpo em Vinícius e um toque certeiro.

Só depois de sofrer o gol o Inter resolveu reagir. Mas apesar do esforço, o time gaúcho não ofereceu perigo. A melhor chance foi no último minuto do primeiro tempo, em cobrança de falta. Chiquinho ameaçou cruzar mas bateu direto e por pouco não surpreendeu o goleiro.

No segundo tempo, o Inter voltou com Diego no lugar do apagado Didi. Aí sim, as coisas começaram a mudar. Logo no primeiro minuto, Fernandão perdeu uma boa chance, chutando para fora, em cima da linha da pequena área. O Santos sentiu que não se tratava de um lance isolado, como aquele do final do primeiro tempo.

O domínio do Inter era real. Atacou, pressionou e chegou ao empate, aos 12 minutos. Em cobrança de falta, Chiquinho mandou a bola na área. Mauro saiu mal e não conseguiu socá-la. Vinícius estava atento e cabeceou para o gol, deixando tudo igual.

O jogo ficou dramático. Empurrado por sua torcida, o Inter começou a acreditar que poderia vencer. Diego deu mais mobilidade ao ataque, que contava também com o apoio importante do ala Chiquinho. O Santos sentiu a pressão e procurou a saída óbvia: defender e contra-atacar. Não houve tempo: aos 18 minutos, o Inter virou. Elder Granja ergueu da direita, em diagonal. Fernandão subiu junto com Domingos e cabeceou no canto oposto de Mauro. A bola ainda resvalou na trave esquerda e entrou.

Luxemburgo fez o que pôde. Deixou o time mais ofensivo com Basílio e Marcinho. Desta vez, porém, a estratégia fracassou. Melhor para o Inter, que chegou aos 43 pontos no Brasileiro. E, principalmente, para o Atlético-PR, agora líder isolado do campeonato.

 

Estadão

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