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Inmetro vai apertar o cerco às oficinas de conversão a gás

30 Jun 2004 - 15h18

A partir de 1º de julho os fiscais do Inmetro em Mato Grosso do Sul e outros 14 Estados vão iniciar uma fiscalização rigorosa nas 670 empresas no País que fazem a conversão de motores para gás natural e só poderão ser comercializados os kits básicos de GNV (Gás Natural Veicular) com selo do órgão. A medida foi tomada depois que engenheiros mecânicos constataram que, ao contrário do que se pensava, carros movidos a gás natural podem poluir muito o meio ambiente.

Por isso, a partir de amanhã só os equipamentos com os selos de certificação do Inmetro, garantindo o funcionamento dos equipamentos, e do Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente), garantindo a qualidade do ar, poderão ser usados nos automóveis. Conforme constatação das autoridades, os kits de gás natural variam entre R$ 1,5 mil e R$ 3 mil, sendo que os mais baratos, conhecidos como kits básicos, são os mais poluentes.

Na comparação entre dois carros movidos a gás natural, tendo um o kit completo e o outro um kit sem os componentes que controlam a saída dos gases, foi constatado por equipamento que faz a medição dos gases lançados no meio ambiente que o segundo veículo poluía mais o ar. Com o kit completo, todos os níveis ficam dentro do determinado pelo Ibama (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), enquanto no kit básico o índice de combustível não queimado, que deveria ser de no máximo 100 partículas, ficou em 188, sendo que o nível de monóxido de carbono ficou praticamente dez vezes a mais em termos percentuais, de volume de descarga.

O técnico-metrológico do Inmetro, Sérgio Maia Miranda, revela que os equipamentos já instalados não serão trocados, mas a nova remeça tem por obrigação constar os selos de certificação do Inmetro e do Conama. “Os equipamentos já existentes poderão permanecer, mas no caso de problemas deverão ser substituídos pelo estabelecimento que realizou a instalação”, enfatizou Miranda, explicando que, a partir de agora, para serem aprovados nas vistorias dos Detrans (Departamentos Estaduais de Trânsito) os carros que já são movidos a gás também vão precisar estar dentro dos critérios do Ibama. Com informações do Jornal Nacional, da Rede Globo.

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