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Inep divulga estudo sobre nível de aprendizagem da 4ª série

14 Set 2004 - 17h29
O Nordeste é a região do Brasil que mais tem alunos em estágio muito crítico de aprendizagem: são 29,3%, segundo pesquisa que associa o perfil dos alunos da 4ª série do ensino fundamental ao desempenho na disciplina de Língua Portuguesa. O estudo foi feito pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), ligado ao Ministério da Educação, com base nos dados do último Saeb (Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica), de 2003.

O Saeb é uma avaliação feita de dois em dois anos em todo o país, com cerca de 300 mil alunos concluintes da 4ª e 8ª série do ensino fundamental e 3ª série do ensino médio. A partir dessa avaliação, que inclui testes de Língua Portuguesa (interpretação de texto) e Matemática e a aplicação de um questionário sócioeconômico, são gerados diversos estudos.

De acordo com os dados colhidos, alunos da região Norte aparecem em segundo no ranking das crianças em estágio muito crítico, com 21,2%. O menor percentual está na região Sul, com 11,6%, menos da metade da taxa do Nordeste (29,3%). A região Sudeste, por sua vez, tem 12,9% dos estudantes em nível muito crítico e a Centro-Ostre, 14,9%.

Além de identificar o Nordeste como a região que mais concentra estudantes com nível muito crítico de aprendizagem, a pesquisa do Inep também aponta que os alunos das escolas municipais apresentam um pior desempenho do que os da rede particular. Dos alunos das escolas municipais, 22,8% estão neste estágio. No outro extremo, nas escolas privadas, o índice de muito crítico foi de 2,7%.

Abandono e repetência

O Saeb ouviu em sua pesquisa estudantes de 4ª série com idades que variam de nove a 15 anos. De acordo com a análise do Inep, entre as crianças com dez anos, considerada a idade adequeda para cursar a 4ª série, 11,1% apresentaram nível muito crítico de aprendizagem, o menor de todos verificados. Por outro lado, dos adolescentes com 15 anos ou mais ouvidos --ou largaram os estudos ou são repetentes- 37,8% obtiveram desempenho ruim.

Um outro indicador que tem forte impacto na aprendizagem é a escolaridade das mães e pais, segundo o estudo. Dos estudantes com mães que nunca estudaram, 36,8% tiveram o pior desempenho no Saeb 2003. Para aqueles cujas mães iniciaram ou completaram o curso superior, esse índice é de 10%.

Segundo o diretor de avaliação da Educação Básica do Inep, Carlos Henrique Araújo, são necessárias as políticas de combate à exclusão como forma de melhorar esse quadro no país.

Já para o presidente do Inep, Eliezer Pacheco, o envolvimento dos pais na escola e o aumento do diálogo com as famílias também é fundamental. Segundo ele, o combate ao trabalho infantil, inclusive o doméstico, políticas de combate à repetência e à evasão escolar devem ser consideradas condições para o sucesso escolar.
 
Folha Online

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