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Índios prometem manter bloqueio até as 22 horas

14 Jun 2007 - 16h45

Os indígenas que protestam desde as 8 horas desta quinta-feira em Dourados contra o atraso na liberação do Bolsa Universitária por parte do governo do Estado informaram há pouco ao Midiamax que pretendem permanecer até as 22 horas de hoje com o bloqueio da rotatória que dá acesso aos campi da UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados) e UEMS (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul).

No fim da manhã de hoje eles liberaram o trecho da Avenida Guaicurus que dá acesso aos distritos douradenses de Itahum e Picadinha, mas fecharam a rotatória que dá acesso aos campi das duas universidades, onde a maioria dos manifestantes faz estuda. De acordo com o acadêmico de Direito Genivaldo da Silva Vieira, da Aldeia Bananal, localizada de Aquidauana, um representante da Setass (Secretaria Estadual de Assistência Social) confirmou o pagamento do benefício para esta sexta-feira, mas, caso isso não ocorra, os bloqueios serão retomados.

“Nós resolvemos manter o bloqueio até as 22 horas de hoje com a possibilidade de retomarmos amanhã pela manhã caso o dinheiro não esteja depositado”, explicou Genivaldo Vieira, referindo-se à Bolsa Universitária Indígena no valor de R$ 300,00 por mês. Ele destacou que os studantes estão cansados de promessas, pois desde março os universitários indígenas estão tentando um acordo, mas sem sucesso.

"O governo marca uma data de pagamento e não paga. É sempre assim. Por essa razão não vamos encerrar os trabalhos, enquanto não tivermos certeza de que realmente algo vai ser feito", disse o indígena, revelando que ao todo são 188 bolsistas indígenas nesta situação, dos quais 91 estão estão matriculados em diversos cursos em Dourados, mas sem o dinheiro da bolsa não conseguem quitar contas.

"Muitos vêm de fora para estudar. Sem o pagamento estamos com aluguel atrasado, sem luz, água, gás e meio de transporte. A situação é dramática pois até a alimentação já está comprometida. O governo precisa se sensibilizar a nossa causa. Estamos apenas reivindicando o direito de estudar", ressalta Genivaldo Vieira.

Cido Costa/Dourados Agora

De acordo com o estudante Alceu júnior Silva Bittencourt, do DCE (Diretório Central de Estudantes), o grupo está decepcionado com a falta de empenho da reitoria da UEMS. "O governo corta os benefícios e a reitoria nada faz para impedir. Não há enfrentamento, apoio aos estudantes, não há respaldo. O nosso protesto também é contra esta atitude que não privilegia o aluno, que é a parte que interessa numa universidade", acrescentou.

 

 

 

Mídia Max

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