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20 de Agosto de 2004 11h11

Inadimplência recua 1,4% em julho em relação a 2003

A inadimplência está caindo no Brasil, segundo pesquisa divulgada na manhã desta sexta-feira pela Serasa. Em julho, o indicador teve queda de 1,4% em relação ao mesmo mês de 2003. Entretanto, no acumulado de janeiro a julho deste ano, houve crescimento, ainda que pequeno. Houve variação positiva de 0,6% na comparação com o mesmo período do ano passado. Nos primeiros sete meses de 2003, houve alta de 5,5% na comparação com iguais meses de 2002.

A queda acentuada da inadimplência em 2004 fica mais evidente quando comparada com a inadimplência de 32,8% apresentada de janeiro a julho de 2002, contra igual meses de 2001.

Segundo técnicos da Serasa, a redução da inadimplência de pessoa física é resultado da melhora do nível de atividade econômica, verificada a partir de abril deste ano, que tem contribuído com a abertura de novas vagas de trabalho e com a melhor negociação salarial obtida por trabalhadores de algumas categorias através da reposição de perdas inflacionárias. Essa conjuntura, segundo a instituição, permite que o consumidor regularize suas pendências financeiras em vez de assumir novas dívidas.

Os cheques sem fundos têm a maior representatividade na inadimplência de consumidores em comparação com 2003. Nos primeiros sete meses deste ano, eles representaram 36% do total do indicador de Pessoa Física. O percentual é o mesmo registrado nos mesmos meses do ano passado. Em 2002, foi 37%, em igual período.

O segundo maior índice na representatividade é o registro de inadimplência de cartões de crédito e financeiras, que no acumulado do ano teve participação de 33%, a mesma registrada em 2003. Já em 2002, a participação era 35%. O índice que aponta os registros no sistema financeiro (bancos) apresentou a terceira maior participação no indicador, com 29%; a mesma em 2003. Em 2002, 24%. Com a menor representatividade estão os títulos protestados, 2% em 2003, mesma variação apresentada em 2002 e em 2001.

O valor médio das anotações negativas de cheques sem fundos de pessoa física foi R$ 437 em julho de 2004. Já o de títulos protestados foi R$ 622; registros no sistema financeiro, R$ 915, e de registros outros segmentos (cartões de crédito e financeiras), R$ 242.

 

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