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IBGE diz que Brasil tem melhora na qualidade do ar

4 Nov 2004 - 09h46
O Brasil obteve uma melhora na qualidade do ar, mas ainda são intensos o desflorestamento e o uso de fertilizantes e agrotóxicos na agricultura, conforme os Indicadores de Desenvolvimento Sustentável 2004, divulgado hoje pelo IBGE.

Conforme o levantamento, o Brasil está reduzindo rapidamente o consumo de substâncias destruidoras da camada de ozônio, superando as metas estabelecidas pelo Protocolo de Montreal. O consumo de CFC, utilizado em refrigeradores, aerossóis, solventes e extintores de incêndio caiu de 11,1 mil toneladas em 1992 para 4,3 mil toneladas em 2003.

A concentração da maioria dos poluentes atmosféricos, classificados como partículas inaláveis, dióxido de enxofre e monóxido de carbono, apresenta-se estacionária ou em declínio na maior parte das regiões metropolitanas do País.

A única exceção é o ozônio, que, na estratosfera, age como uma barreira contra raios ultra-violeta, mas na baixa atmosfera é um agente oxidante nocivo para os habitantes das grandes cidades.

Agropecuária: queimadas e agrotóxicos
Já as queimadas e incêndios florestais continuam, prática que visa transformar mata nativa em áreas agropastoris, permance sem controle, com tendência de aumento. Em 2003, foram detectados por satélite, em todas as regiões do País, quase 213 mil focos de calor (incêndios florestais). Já a taxa de desflorestamento da Amazônia Legal não tem mostrado tendência de declínio.

O aumento da produtividade da agropecuária fez com que, de 1992 a 2002, a quantidade de fertilizantes utilizada em terras brasileiras tenha crescido duas vezes e meia. Em 2002, para 53,5 milhões de hectares plantados, o Brasil utilizou 7,6 milhões de toneladas de fertilizantes. No mesmo ano, apenas Paraná e Rio Grande do Sul consumiram 2,1 milhões de toneladas.

Embora o uso de agrotóxicos revele tendência de estabilidade, verificou-se que os agricultores vêm optando por produtos menos tóxicos. Entre os mais utilizados estão os herbicidas (mais de 50% do total), associados ao modelo de plantio direto (sem revolver a terra), que favorece o crescimento de ervas daninhas. Em 2001, para 50,7 milhões de hectares de área plantada, o Brasil utilizou 158,7 mil toneladas de agrotóxicos, das quais 91,8 mil toneladas foram de herbicidas.

 

Terra Redação

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