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Brasil

HU comemora 3 anos de funcionamento em Dourados

1 Ago 2007 - 14h13
O Hospital Universitário (HU) de Dourados comemorou na terça-feira (31) três anos de funcionamento da unidade de internação. Com o saguão lotado de funcionários e pacientes, o prefeito Laerte Tetila, acompanhado do secretário municipal de Governo, Wilson Biasotto, e do Assessor Institucional, João Grandão, destacou a importância da unidade para a região e o empenho da administração petista em colocar pra funcionar o hospital que ficou abandonado durante anos por falta de vontade política e corrupção das administrações anteriores.
“A abertura do HU em Dourados foi um fato espetacular para Mato Grosso do Sul e que hoje serve de exemplo para todo o Brasil por ser modelo de humanização na saúde pública. Um hospital que ficou durante anos abandonado, hoje é referência para todo o Estado, totalmente público e com prestação de serviços de qualidade”, enfatizou o prefeito.
Nesses três anos, mais de 3 milhões de pessoas foram atendidas pelos profissionais do HU, incluindo mais de 15 mil internações e 3 mil cirurgias, que hoje somam 431 pessoas entre médicos, enfermeiros, nutricionistas, fonoaudiólogos, biólogos, biomédicos, auxiliares e técnicos de enfermagem, psicólogos, entre tantos outros funcionários da saúde e administrativos.
Na sua fala, Tetila destacou também os mais de 12 mil atendimentos realizados na rede pública de Saúde diariamente em Dourados, a redução de 82% da mortalidade infantil nas aldeias do município com o trabalho feito em parceria com a Funasa, a ampliação da distribuição de medicamentos além da implementação de programas como o da Saúde Mental, que hoje conta com atendimento psicossocial voltado para pacientes psiquiátrico, usuários de álcool e drogas.

NOVAS ALAS
Durante a comemoração dos três anos de funcionamento do HU, duas novas alas do projeto de Humanização do hospital foram inauguradas: o Salão de Beleza e Saúde, que conta com o trabalho voluntário de cabeleireiras para o corte de cabelo e serviços de manicure e pedicure, e o Espaço de Leitura que já possui 200 livros de contos mais revistas recebidos através de doação da ONG Projeto de Leitura.
“É dessa forma, com a implantação de projetos como esses dentro do Programa de Humanização e Acolhimento, que conseguimos minimizar o sofrimento dos pacientes e familiares e valorizar as relações interpessoais”, finalizou Dinaci Ranzi.

HUMANIZAÇÃO
O programa de Humanização e Acolhimento do Hospital Universitário de Dourados serve hoje de referência de atendimento para os gestores de saúde dos municípios vizinhos e para todo o Brasil.
Implantado em 2003, inicialmente no ambulatório da unidade, o programa de Humanização e Acolhimento do HU nasceu de uma gestão descentralizada e participativa com o objetivo principal de mudar paradigmas, com a colocação de um modelo diferenciado de atendimento hospitalar e o desafio de transformar conceitos do sistema público de Saúde.
O HU de Dourados foi o primeiro hospital de Mato Grosso do Sul a trabalhar com a humanização. Cinco pessoas fazem o acolhimento dos pacientes na porta de entrada do hospital, todos capacitados por psicólogos para receberem os usuários. A diretora superintendente do HU, Dinaci Ranzi conta que eles recebem e orientam os pacientes, os familiares e os visitantes. “Também é essa equipe que é responsável pela distribuição do leite com chocolate, um outro projeto de integra o programa, voltado principalmente para aquelas pessoas que vêm de fora. A avaliação de satisfação do usuário é de 100%”, contou Dinaci.
O Programa de Humanização e Acolhimento “Aqui você será bem cuidado” é dividido em onze projetos: Acolhimento de porta de entrada; Serviço de ouvidoria hospitalar; Questionário de avaliação de satisfação do usuário; Humanização da linha de internação; Acolhimento a estagiários, acadêmicos e novos funcionários; HU vai à sua casa; Capelaria Ecumênica; Roda de Violão, Educação Permanente em Saúde, Gerenciamento de Resíduos Sólidos e sinalização do trânsito e Reeducação Alimentar.
O programa de Humanização e Acolhimento do HU é gerenciado pela psicóloga Cátia Paranhos e Lúcia Francisco da Silva. Em 2005, através do projeto, o hospital recebeu “Gestão Pública e Cidadania” por estar entre as 100 melhores instituições públicas do País.
 
 
 
 
 
 
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