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Homem suspeito de torturar namorada por 20 horas se entrega à polícia no Rio

Ele chegou acompanhado de dois advogados e vai falar somente em juízo.

4 Set 2017 - 16h00Por Extra

O homem acusado de manter a namorada em cárcere privado e realizar sessões de agressão com requintes de tortura, em Madureira, na Zona Norte do Rio, se entregou na manhã desta segunda-feira. Agostinho Henrique Mendonça Mendes, de 27 anos, namorou a vítima por dois anos e, após uma discussão por ciúmes, prendeu a jovem em casa e a agrediu por cerca de 20 horas.

De acordo com a titular da Delegacia de Atendimento à Mulher de Jacarepaguá (DEAM), Viviane da Costa, ele se apresentou por volta das 10h com dois advogados e afirmou que prestará depoimento somente em juízo.

— Ele chegou acompanhado de dois advogados e vai falar somente em juízo. Ele está à disposição da Justiça e será encaminhado para o presídio até amanhã — explicou a delegada.

As agressões à namorada aconteceram no dia 25 de agosto, um sábado. A jovem foi espancada com soco inglês, chicoteada com fio de abajur e teve várias partes do corpo queimadas com uma colher de metal que Agostinho aquecia no fogão. De acordo com a delegada Viviane da Costa, a jovem conseguiu escapar pelo buraco do ar-condicionado da residência.

— Ela conseguiu escapar pelo buraco do ar-condicionado quando ele foi tomar banho. Ela saiu e gritou por socorro. Quando ele viu que ela tinha fugido, saiu do banho, escapou de moto e permanece foragido. Ela pediu ajuda aos vizinhos e foi direto à delegacia. Ele dizia a todo tempo que iria matá-la e chegou a usar o soco inglês e chicoteá-la com o fio do abajur, além de queimá-la com a colher. Ela está muito machucada, muito mesmo. Até lesões no rosto ela tem — falou.

Agostinho foi denunciado por cárcere privado qualificado, ameça e lesão corporal. A pena dele pode variar de dois até oito anos de prisão. Em seis meses, a vítima fará exames para verificar a extensão das lesões e para qualificar a gravidade dos ferimentos. Dependendo do resultado dos exames, a pena de Agostinho pode ser ainda maior.

Em depoimento à polícia, a vítima relatou que Agostinho tinha "rompantes" de violência, mas este foi o primeiro caso registrado por ela contra ele. O agressor já tinha passagens pela polícia por lesão corporal, injúria e desacato. Ele já foi preso em flagrante por violência doméstica, mas deixou o presídio e foi liberto, segundo a polícia.

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