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Há dez anos, o Brasil perdia o maestro Tom Jobim

8 Dez 2004 - 08h08
Antônio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim, como se sabe, era uma figura de bastidores. Preferia ficar fazendo arranjos e tocando seu piano em casa a se desgastar em shows. Mesmo preferindo viver escondido dos holofotes, sua genialidade musical ganhou repercussão mundial, tornando-o o compositor brasileiro mais conhecido lá fora. Faz dez anos nesta quarta-feira que Tom Jobim partiu, aos 67 anos, para o refúgio dos céus, deixando selada na história da música popular brasileira uma obra sofisticada de linguagem universal.

Novas homenagens póstumas ao maestro chegam em discos, DVDs, livros e programas de rádio e de tevê. Um dos destaques das homenagens é o recém-lançado CD Antônio Carlos Jobim - em Minas ao Vivo - Piano e Voz (primeiro produto da parceria entre o selo Jobim Music e a gravadora Biscoito Fino).

O precioso álbum traz o registro de um show no Palácio das Artes, em Belo Horizonte, em 15 de março de 1981, no qual Tom, sozinho com seu piano, presta uma homenagem aos seus parceiros mais chegados. Numa performance mais intimista, o artista toca alguns de seus temas mais famosos: Garota de Ipanema (tida como a música mais regravada em todo o mundo), Chega de Saudade, Desafinado e Águas de Março.

Em São Paulo, um recital com a cantora Ná Ozetti e o músico André Mehmari que acontece nesta quarta, na Galeria Olido, durante o lançamento do livro/CD Três Canções de Tom Jobim (CosacNaify, 96 páginas, R$36), assinado por Lorenzo Mammi, Luiz Tatit e Arthur Nestrovski.

A publicação, concebida especialmente para a ocasião do aniversário de morte do maestro, reúne análises sobre as emblemáticas canções Sabiá ("Melodia modulante, composta originalmente com atenção voltada para o canto erudito e que depois ganhou letra de Chico Buarque" ), Águas de Março ("Uma melodia enxuta, ritmicamente recortada e aparentemente simples") e Gabriela ("Canção rapsódica, quase uma suíte, influenciada pela sonoridade do samba e da viola, festas populares e Dorival Caymmi").

Os esforços para manter viva a genial criação de Tom Jobim prosseguem de acordo com o interesse de gravadoras e familiares, em nome do Instituto Antônio Carlos Jobim (que reúne, desde 1997, de partituras originais a objetos pessoais). Está previsto para o próximo ano o registro em DVD de um show acontecido em 1992, no Mosteiro dos Jerônimos, em Lisboa, que deverá estar nas lojas em março de 2005, através da mesma parceria Jobim Music/Biscoito Fino.

Vale ressaltar que as biografias Antônio Carlos Jobim, Um Homem Iluminado (Helena Jobim), Antônio Carlos Jobim - Uma Biografia (Sérgio Cabral) e Tons Sobre Tom (Márcia Cezima, Tárik de Souza e Tessy Callado) são indispensáveis para se aprofundar na história musical e de vida do maestro que soube tão majestosamente aliar sofisticação harmônica e letras de fino acabamento.

 

 

Terra Redação

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