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1 de Novembro de 2004 15h41

Há 17 anos, Nelson Piquet comemorava o tricampeonato

Há exatos 17 anos, o polêmico Nelson Piquet se tornava o primeiro brasileiro tricampeão mundial da Fórmula 1. Piquet nem precisou terminar o GP de Suzuka para faturar o título, mas a temporada de 1987 da categoria mais famosa do automobilismo mundial não foi das mais fáceis para o brasileiro.

Lavações de roupa suja dentro da Williams, sua escuderia, um arisco Alain Prost, pronto a ultrapassá-lo a qualquer momento, e um Ayrton Senna em constante ascensão eram adversários difíceis, prontos para complicar a vida do então bicampeão.

Em uma temporada eletrizante, o título de Piquet veio graças a sua regularidade e a um acidente que lhe daria uma motivação extra para competir. Durante um treino em Ímola, o piloto perdeu o controle de seu carro em uma curva famosa para os brasileiros, a Tamburello. Em decorrência de em estouro de pneu, Piquet chocou o carro e sofreu um pequeno traumatismo craniano. No outro sábado, o brasileiro voltou a treinar visando o GP de San Marino, mas o médico Sid Watkins proibiu sua entrada, já dando a entender que a organização interna da equipe estaria privilegiando Nigel Mansell, que acabaria vencendo no domingo.

Os favorecimentos da Williams a Mansell jamais foram engolidos por Piquet. O inglês era seu companheiro de equipe, mas os dois sequer se olhavam. A briga pelo título de pilotos ficou centrada entre ambos até as últimas provas, fato que colaborou para o pesado clima dentro do time, que não escondia sua preferência pelo promissor piloto. Nigel viria a conquistar um título em 1992.

Alain Prost era uma pedra no sapato da Williams há tempos. Em 1986, já havia aproveitado a divisão interna da escuderia rival para faturar o seu Mundial e dar o título de Construtores para a McLaren. As brigas no time de Piquet continuavam e Prost, futuro tetracampeão, já havia vencido em Jacarepaguá, no GP do Brasil, e em Portugal, onde conquistou pela 28ª vez o lugar mais alto do pódio, superando o escocês Jackie Stewart, uma lenda da F-1.

Outro problema para Piquet seria Ayrton Senna. O jovem piloto da Lotus, que viria a ser tricampeão e desafeto de Nelson, conquistou dois primeiros lugares consecutivos nos circuitos de rua. Recordista de pole positions da F-1, Senna, dono de seis vitórias em Mônaco, contava com a inovação da suspensão ativa e pelo motor Honda, que lhe ajudaria a ganhar também em Detroit, um traçado fechado.

A idéia da suspensão ativa agradou Piquet que saiu determinado a usá-la em sua Williams. Treinou firme com as novas alterações no carro, pronto a usá-la no GP da Itália, etapa que viria na seqüência do calendário. O piloto deu o troco no rival Mansell e conquistou, na Áustria, sua terceira vitória na temporada, resultado que se repetiria na Alemanha e na Hungria.

Tudo corria bem até que Patrick Head, diretor-técnico da Williams, resolveu vetar o uso da nova suspensão sob a alegação de que o sistema não estava desenvolvido o suficiente. A verdade era que Mansell não havia se adaptado ao novo sistema e pediu, nos bastidores, a retirada da nova adaptação. Era um duro golpe nas costas de Piquet, mas o troco viria a galope.

Os adversários chegaram em Suzuka com uma diferença pequena de pontos e com o carro sem a suspensão ativa que havia dado três vitórias a Piquet. A vingança do brasileiro viria já na sexta-feira, durante os treinos livres para a etapa japonesa. Mansell bateu forte e acabou contundindo as costas. Examinado por Sid Watkins, teve sua participação vetada para o restante do final de semana. Era tudo o que Piquet queria. O tricampeonato estava a caminho.

Com 73 pontos ganhos, 12 a mais que Mansell, Piquet não fez uma de suas melhores apresentações no circo, mas foi o suficiente. No dia 1º de novembro de 1987, largou em quinto lugar no GP do Japão e acabou abandonando pouco depois da metade da prova, mas isso não era problema. O terceiro título Mundial já estava garantido.

Apesar das poucas vitórias na temporada, apenas três contra seis de Mansell, o brasileiro contava com a vantagem de ter pontuado em 12 das 16 etapas de 1987. O suficiente para um dos pilotos mais polêmicos da história gravar de vez o seu nome na história do automobilismo. Nelson Piquet, que jamais abandonou uma briga durante a carreira, via o seu nome anunciado como um imortal da Fórmula 1.

 

 

Gazeta Esportiva

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