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Grupo de Campo Grande abre dissidência no PMDB e une-se a Zeca

4 Jun 2010 - 08h47Por Fátima News com Assessoria

Um grupo político de aproximadamente 200 militantes do PMDB, DEM, PR e PSDB abriu dissidência contra a pré-candidatura à reeleição do atual governador André Puccinelli (PMDB) e firmou o compromisso de se unir a Zeca do PT. O grupo é liderado pelo suplente de vereador Carlos Santos, do DEM, que obteve 5,2 mil votos na eleição passada, mas reúne também lideranças políticas e comunitárias expressivas de outros partidos alinhados com André.

 

 

A decisão de não defender a reeleição de André e se somar a Zeca se deve à forma como o governo do PMDB trata os companheiros, disse Carlos Santos. “Nós ajudamos a eleger o André, mas depois que ele virou governador, se esqueceu de todo mundo. Não recebe ninguém. Tomei a decisão de mudar. A partir de agora vou abraçar o Zeca, vou entrar de cabeça neste projeto”, anunciou Carlos Santos, em reunião no seu escritório que contou com a presença de boa parte de seu grupo, na noite de quarta-feira (2). Estavam presentes cerca de 150 pessoas, lideranças de bairros, alguns vindos de outros municípios, que atenderam ao chamado de Carlos Santos para tomar juntos uma decisão, ouvir Zeca do PT e anunciar o apoio.

 

 

O ex-prefeito de Dourados, José Elias Moreira (PV), foi quem articulou a adesão do grupo de Carlos Santos à pré-campanha de Zeca. Ele se mostrou entusiasmado, disse que aquele gesto era um sinal claro de que o descontentamento com o governo André já transpõe os limites da oposição e é sentido até mesmo nos partidos que lhe dão sustentação, deixando evidente a força da pré-candidatura de Zeca e a certeza da vitória.

 

 

Zeca fez um discurso que emocionou os presentes. Sabendo que quase todos, ali, estavam tendo talvez o primeiro contato com ele, preferiu se apresentar, contar a história de sua vida e como se deu a decisão de concorrer ao governo do Estado. Lembrou desde a infância, em Porto Murtinho , o primeiro trabalho de Office boy na Prefeitura, o serviço militar e a carreira no Banco do Brasil. Lembrou da luta pela fundação do PT e as eleições que disputou sabendo que iria perder, só para firmar as bandeiras de seu partido.

 

 

Zeca frisou que na eleição de 1998, todos, inclusive o presidente Lula, não acreditavam em sua vitória. “Mas eu sentia um desejo de mudança. Então saí percorrendo o Estado, tocando no imaginário da população, dizendo que era possível mudar, sair daquele ciclo de falência, de miséria, e juntos construirmos um Estado forte, porém generoso, um Estado que dê condições para o empresário trabalhar, mas que também estenda seu braço para proteger os mais humildes”.

 

 

Foi vendo um retrato indelével da miséria no lixão de Aquidauana, em que crianças corriam para anunciar às mães a “chegada da comida” ao verem o caminhão de lixo se aproximar, que Zeca disse ter tomado a decisão de disputar o governo. “Voltei para Campo Grande e disse pra Gilda: arrume minha mala, amanhã vou ao Rio comunicar o Lula e o Zé Dirceu que sou candidato a governador”.

 

 

Zeca iniciou a campanha em 1998 com 3% nas pesquisas, todos os institutos anunciavam segundo turno entre o candidato Ricardo Bacha, do PSDB, e Pedro Pedrossian, do PTB, os dois fortes concorrentes. Ao findar a apuração, estava Zeca e Bacha no segundo turno, e o petista venceu a eleição com mais de 60% dos votos.

 

 

“Governamos por oito anos, transformamos este Estado. Achava que já tinha cumprido meu papel, mas não suportei ver a arrogância, a soberba, o autoritarismo deste governo que está aí, que mentiu para o povo dizendo que não acabaria com os programas sociais, e acabou; que persegue os comerciantes com o arrocho fiscal, que abandonou as estradas. Domingo (6) meu partido faz um encontro, o maior encontro da história do PT, e ratifica minha pré-candidatura”, disse.

 

 

Outros

 

 

A adesão do grupo de Carlos Santos soma-se a outras manifestações de apoio a Zeca, vindas de prefeitos, vereadores, dirigentes partidários e militantes dos partidos que, na cúpula, estão fechados com André. Tem-se tornado rotineiro, por onde Zeca anda, reunir lideranças de vários partidos para declarar-lhe apoio. “Vamos fazer um governo de coalizão, é disso que o Estado precisa, não dessa visão mesquinha, divisionista, que fomenta intrigas e aposta no racha. Eu acredito no consenso”, findou Zeca.

 

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