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Greve faz pacientes serem atendidos no chão em Alagoas

9 Ago 2007 - 13h24
A greve dos médicos de Alagoas, que se estende há 75 dias, tem feito com que pacientes sejam atendidos no chão no maior hospital público do Estado, a Unidade de Emergência de Maceió. Familiares de pacientes reclamam que a espera pelo atendimento demora até três dias e falam em superlotação das alas hospitalares. A direção do hospital não se pronunciou sobre o assunto.
Mais de 160 médicos assinaram pedidos de demissão coletiva. Os ambulatórios 24 horas da capital abrem, mas não têm médicos. Eles pedem 50% de reajuste salarial, mas o governo do Estado ofereceu 5%.
 
"Só funcionam urgência e emergência porque não queremos que a situação fique como está em Recife. Os médicos estão sob aviso prévio. A partir do dia 20, vão faltar médicos em Alagoas porque o aviso prévio vai acabar", disse o presidente do Sindicato dos Médicos, Welington Galvão. Em Recife, os médicos pediram demissão, mas sem aviso prévio. Na capital pernambucana, a saúde entrou em colapso.
 
A proposta do sindicato é que 25% dos médicos de Alagoas (500) peçam demissão até o final de agosto. O Estado possui 2 mil médicos. No maior hospital, a Unidade de Emergência em Maceió, 98% dos médicos assinaram pedido de demissão e estão sob aviso prévio. Na lista dos demissionários há anestesistas, neurocirurgiões, pediatras e outros profissionais.
 
Nem os poderes conseguiram encontrar uma solução para a greve. O Tribunal de Justiça decretou a ilegalidade da greve dos médicos em junho; o Ministério Público Estadual tentou terminar com a paralisação, mas em vão. "Faço um apelo aos médicos: voltem ao trabalho", disse o governador Teotonio Vilela Filho (PSDB).
 
Para o vice-governador e médico cardiologista, José Wanderley Neto (PMDB), a crise na saúde não está em Alagoas, mas no modelo do Sistema Único de Saúde (SUS). Há duas semanas, o deputado federal Augusto Farias (PTB) pediu ao ministro da Saúde, José Gomes Temporão, intervenção federal na área.
 
"Se a intervenção fosse boa, teríamos pensado nisso. Um modelo que funciona em São Paulo com sucesso não pode ser aplicado nos outros estados porque cada região do Brasil possui a sua particularidade", justificou.
 
Greve da Polícia Civil
Os policiais civis suspenderam as atividades na semana passada e, na quarta-feira, as viaturas deixaram de circular pelo Estado. No caso da Polícia Civil, nem o arrombamento da Secretaria Municipal de Fianças de Maceió, ocorrido no último final de semana, pôde ser registrado na delegacia.
 
"Os policiais não estão fazendo Boletim de Ocorrência", disse a secretária de Finanças, Marcilene de Oliveira. Os policiais alagoanos querem aumento de 104%. O Governo ainda não apresentou uma contra-proposta.

 

 

Terra Redação


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