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Fátima do Sul, 21 de Outubro de 2017
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9 de Outubro de 2004 07h00

Greve dos bancários continua na próxima semana

Os bancários encerraram nesta sexta-feira o 24º dia de paralisação da categoria decidindo - em assembléias realizadas nas principais capitais do país - continuar o movimento na próxima semana.

Em assembléia, com cerca de 1.200 bancários, os bancários de São Paulo, Osasco e região rejeitaram também a proposta, apresentada por alguns trabalhadores, de encaminhamento da greve para dissídio no Tribunal Superior do Trabalho (TST): 604 disseram não ao dissídio; 560, sim. Foram 16 votos nulos e 6 em branco.

Os bancários de Porto Alegre e Região também renovaram, durante assembléia no Clube do Comércio, a posição de manter a greve. A categoria só admite retornar ao trabalho se ocorrerem avanços na proposta do governo federal e da Fenaban.

Os bancários entendem que o movimento deve ser intensificado nos bancos públicos e retomado nos bancos privados. Os dirigentes reforçaram que a campanha é unificada e que a pressão para a reabertura de negociação com os banqueiros será intensificada na próxima semana.

"Os bancários, na quadra, tomaram a decisão mais acertada. Campanha salarial se resolve negociando e, como agora, na luta, para quebrar a intransigência dos banqueiros que se recusam a negociar", afirma o presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Luiz Cláudio Marcolino.

"Além disso, tradicionalmente, a postura do TST é muito mais contrária ao trabalhador. Os bancários mesmo já perderam muito em dissídios passados. Não podemos correr esse risco", ressalta o dirigente, relembrando que o próprio presidente do Tribunal, ministro Vantuil Abdala, concorda que a solução para essa greve deve ser negociada.

Proposta - Os bancários reivindicam 19% de reajuste, abono de R$ 1.500, PLR de um salário mais R$ 1.200 e o não desconto dos dias parados. A proposta rejeitada no dia 14 de setembro previa reajuste salarial de 8,5% mais R$ 30 para quem ganha salários até R$ 1.500 - o que implicaria em reajustes de até 12,77% e aumento real de 5,75%.

Para os que ganham acima de R$ 1.500, o reajuste sugerido era de 8,5%, assim como para as demais verbas de natureza salarial como vales alimentação, refeição e auxílio-creche. O INPC do período foi de 6,64%.

A proposta previa Participação nos Lucros e Resultados (PLR) de 80% do salário mais R$ 705 e pagamento de vale-alimentação extra de R$ 217. Também foram rejeitados avanços em questões específicas do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal.

 

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