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27 de Setembro de 2004 08h08

Greve dos bancários chega ao 13º dia, sem previsão de acordo

A greve nacional dos bancários entra nesta segunda-feira no seu 13º dia de paralisação. O movimento começou no último dia 15. Uma nova reunião com representantes dos bancos e bancários será realizada hoje, em Brasília, mas não há perspectiva de que as negociações avancem.

Em São Paulo, a Executiva Nacional dos Bancários também se reúne, a partir das 15h.

A categoria pede um reajuste de 25% (reposição da inflação mais 17,68% de aumento real). Os bancos oferecerem um reajuste de 8,5% e mais um adicional de R$ 30 para quem ganha até R$ 1.500.

Na sexta-feira, o ministro do Trabalho, Ricardo Berzoini, deixou claro que o governo não vai intervir na greve. Ele recebeu uma comissão de representantes sindicais que foram cobrar do ex-sindicalista uma posição em direito da greve.

"O ministro não se recusou a fazer nenhuma intermediação. O Estado pode acompanhar, mas não vai estatizar a negociação", disse o presidente da Confederação Nacional dos Bancários (CNB), Vagner Freitas, após o encontro.

Em algumas localidades, a Justiça do Trabalho já concedeu liminares determinando o retorno de parte dos grevistas ao trabalho. Esse é o caso do Ceará, onde a Justiça quer o retorno de 40% dos bancários.

O comando de greve saiu da reunião com Berzoini convencido de que a greve continua com maior intensidade se não houver um recuo dos bancos. "A greve é tão forte no setor privado quanto no público. A nossa proposta para terminar essa greve é que se alcance uma solução única para os dois setores. Estamos em uma campanha unificada em todo o País", salientou Freitas.

Segundo os grevistas, 230 mil bancários de um total de 400 mil trabalhadores em todo o País estão parados em 130 cidades do interior e 24 capitais. Na última rodada de negociação, realizada no dia 8 de outubro, o impasse entre servidores e banqueiros foi criado em virtude do índice de reajuste salarial de 8,5% até 12,77% oferecido pelos bancos.

Os servidores reivindicam um reajuste de 25% mais participação nos lucros. De acordo com o presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região, Luiz Cláudio Marcolino, os bancos não querem negociar com os grevistas.

"Os bancos estão radicalizando no processo da greve, não querendo negociar com o movimento sindical. O processo de greve da categoria, por isso, vem se intesificando a cada dia", analisou Marcolino.

Os grevistas entregaram uma carta ao ministro Ricardo Berzoini, na qual denunciam que os bancos não estão respeitando o direito de greve. Na carta os bancários relatam o uso da força policial nas manifestações que estão sendo realizadas em frente às agência bancárias.

 

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