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Greve dos bancários atinge cinco capitais nesta quinta-feira

16 Set 2004 - 09h16

Os bancários das cidades de São Paulo, Florianópolis, Brasília e do Rio de Janeiro decidiram seguir com a greve parcial iniciada ontem.

Os trabalhadores de Porto Alegre se juntaram ao movimento e também prometem parar nesta quinta-feira. De acordo com os sindicatos, o movimento já paralisou locais onde trabalham mais de 40 mil bancários.

Mais de 2,6 mil bancários de São Paulo, Osasco e região decidiram em assembléia na tarde de ontem, permanecer em greve. Eles rejeitaram em assembléia proposta de reajuste de 8,5% dos bancos, com participação nos lucros de até 80% do salário.

Uma outra assembléia avalia novamente o movimento hoje, às 15h, na Quadra do Sindicato.

Até agora, nenhuma nova proposta foi apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). A greve da véspera paralisou principalmente as agências do Centro e de grandes concentrações: 184 locais ficaram parados, abrangendo cerca de 15 mil trabalhadores.

Na região de Osasco houve greve em 20 agências e concentrações; na Zona Leste, 42; na Norte, 27; na Oeste, 23; na Sul, 13; na região da Paulista, 9, e no Centro, 50. A expectativa do Sindicato é de que o movimento cresça e se estenda para os bairros e demais agências da região da avenida Paulista, nesta quinta-feira.

O Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região representa 106 mil bancários que atuam em cerca de 4 mil locais de trabalho. Por enquanto, o atendimento à população só está prejudicado nas agências paradas.

Em comunicado à imprensa, o presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Luiz Cláudio Marcolino, ressalta que como o movimento está no início e concentrado nos grandes centros, ainda não há serviços interrompidos e as pessoas têm a opção de procurar outros locais para pagar suas contas.

"Não queremos, de forma alguma, penalizar os cidadãos, já tão explorados pelos mesmos banqueiros que nos exploram. Mas se a greve prosseguir e for ampliada, o pagamento de contas e outros serviços só poderá ser realizado ao final do movimento", disse Marcolino.

Os bancários da capital gaúcha decidiram, ontem à noite, entrar em greve por tempo indeterminado a partir desta quinta. A decisão foi tomada em assembléia. Quinhentos integrantes da categoria rejeitaram a proposta de reajuste apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), de 8,5% até 12,77%.

Os bancários reivindicam reajuste de 25%, aumento na participação nos lucros e resultados e ampliação do horário de atendimento ao público. O diretor de comunicação do Sindicato dos Bancários de Porto Alegre e Região, Ademir Wiederkehr, disse que a paralisação atinge a categoria dos ramos privado e público.

Hoje, outras plenárias em outras capitais e no interior do Estado serão realizadas para decidir a adesão na paralisação.

No Rio, aproximadamente 60% dos 30 mil bancários pararam, conforme balanço do movimento no país feito perto do meio-dia pela Confederação Nacional dos Bancários, filiada à Central Única dos Trabalhadores (CNB/CUT). Lá a paralisação também se concentrava no centro financeiro, entre as avenidas Presidente Vargas e Rio Branco.

Em Brasília, a greve foi mais forte no Banco do Brasil, onde cerca de 85% dos 8.700 funcionários pararam, segundo a CNB. Na Caixa Econômica Federal, o grau de adesão chegou a 60% dos 4,8 mil empregados.

Em Florianópolis, a paralisação também teve mais adesão nos bancos públicos, incluindo o Banco do Estado de Santa Catarina (Besc), mas a adesão chegou a 80% nos bancos privados, segundo a CNB. A cidade tem cerca de 3 mil bancários.

Nas cidades em que a greve não teve início na quarta-feira, a paralisação está marcada para o dia 21. Segundo a Confederação Nacional dos Bancários, a categoria conta com 400 mil trabalhadores em todo o país.

 

 

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